“Casa Civil é o balcão de negócios do PT”, diz líder do PPS na Câmara

  • Por Jovem Pan
  • 08/01/2016 11h19
Deputado Rubens Bueno pediu rigor nas investigações contra Jaques Wagner

Após divulgação de gravações que indicam relação do Ministro da Casa Civil, Jaques Wagner com o empreiteiro Léo Pinheiro, da OAS, a oposição solicitou que o STF investigue os contatos ministro com o empresário preso na operação lava-Jato. Líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno conversou com exclusividade com a rádio Jovem Pan, pediu rigor nas investigações e declarou que vê a Casa Civil como um balcão de negócios do PT.

“Demos entrada ontem e hoje deve estar no sistema da Procuradoria Geral da República o pedido de abertura de inquérito contra Jaques Wagner. Já existem outras denúncias ao longo do tempo e essa se agrava mais na medida que envolve também outras figuras do governo, não só as de quando era governador da Bahia, mas sobretudo com relação as campanhas eleitorais, especialmente 2010 e 2014 da presidente Dilma”, explicou o deputado.

“Fica muito claro para todos nós o estágio da casa civil é um estágio exatamente graduado, ou pós-graduado. Lá já esteve José Dirceu, (Antônio) Palocci, já esteve Erenice Guerra, a própria Dilma Rousseff, quando dirigia o conselho da Petrobras e autorizou a compra de Pasadena dando prejuízos à Petrobrás. E agora a figura de Jaques Wagner. Então, ali é o centro do balcão e negócios do governo do PT e isso precisa ser apurado por causa da gravidade da denúncia apresentada através dos contatos apanhados na operação Lava-Jato” , declarou Rubens Bueno.

O deputado do PPS ainda comentou a quebra do sigilo bancário e fiscal do presidente da câmara, Eduardo Cunha, do PMBD, e sua família. Para Rubens Bueno, todas as denúncias devem ser investigadas com rigor.

“O que nós queremos é que toda denúncia seja investigada e apurada. Nesse caso da quebra de sigilo bancário fiscal do presidente Eduardo Cunha e sua família, nada mais é que a atenção devida que as autoridades devem dar em casos come esse. Com o caso de Jaques Wagner, Edinho Silva e tantos outros casos que devem ser apurados. Operação Lava Jato, Justiça Federal, Polícia Federal, Ministério Público cumprindo com seu dever”, disse o Bueno que ainda declarou preocupação com a crise vivida no país.

“Eu não tenho dúvida que entre janeiro e fevereiro, teremos o agravamento dessa crise dados aos desmandos deste governo da presidente Dilma, e com certeza teremos desdobramentos mais graves neste início de ano”, finalizou.