Caso Henry Borel: Advogado de Dr. Jairinho decide deixar defesa

Em nota, França Barreto afirmou que tomou decisão baseado em conduta ética após Monique Medeiros decidir trocar de advogado

  • Por Jovem Pan
  • 14/04/2021 19h45 - Atualizado em 14/04/2021 19h59
Foto: SAULO ANGELO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDOAndré Barreto anunciou que deixaria defesa de Dr. Jairinho nesta quarta

A defesa de Dr. Jairinho, preso por suspeita de matar o enteado Henry Borel no dia 8 de março, afirmou nesta quarta-feira, 14, que vai deixar de representar o vereador. Em nota, André França Barreto explicou que a decisão foi tomada após Monique Medeiros, mãe de Henry, que era defendida pelo mesmo escritório, decidiu trocar de patrono e nomeou o trio de criminalistas Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad para defendê-la. “A todo momento os constituintes afirmaram a sua inocência, motivo pelo qual inexistia impedimento para a defesa conjunta de ambos”, pontua trecho da nota. Após a troca de Monique, que mudaria a estratégia de defesa da professora, os advogados da empresa França Barreto decidiram renunciar afirmando ter como base “conduta ética, segundo a qual sempre pautaram a atuação”.

O advogado também informou que Monique e Dr. Jairinho foram avisados com antecedência da saída da defesa. Não há até o momento divulgação de um novo nome para substituir França Barreto. Nesta terça-feira, as redes sociais criadas pela defesa conjunta do casal para “esclarecer a verdade” sobre o crime, que tinham sido atualizadas pela última vez um dia antes da prisão de Jairinho e Monique, tiveram os vídeos produzidos por França Barreto apagados e o site com fotos e textos da família foi tirado do ar. Em algumas das publicações, o advogado explicava a relação do casal com o menino, as possibilidades de um acidente doméstico causar a morte de uma criança e até mesmo supostos interesses por trás de uma ex-namorada do vereador para acusá-lo de violência contra a filha dela.

A saída da defesa ocorre no mesmo dia em que o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro decide manter o cargo de vereador de Jairinho alegando presunção de inocência e a impossibilidade de interferir no poder legislativo sem uma condenação do suspeito. Até o momento, o político está detido de forma temporária por atrapalhar nas investigações do crime. O delegado responsável pelo caso, Henrique Damasceno, da 16ª Delegacia de Polícia do Rio de Janeiro, afirmou que não tem dúvidas sobre a autoria do crime por parte de Jairinho e o acobertamento por parte de Monique, mas aguarda resultados de laudos periciais para concluir o inquérito. Três dias após assumir a defesa de Monique, os advogados da mãe de Henry Borel foram até a delegacia nesta quarta-feira para solicitar um novo depoimento por parte dela. Em nota divulgada à imprensa, Thiago Minagé afirmou que a defesa terá como estratégia “atuar com a verdade e trabalhar com os fatos conforme ocorreram”.