Cerca de 83% das crianças e adolescentes têm acesso à internet

  • Por Jovem Pan
  • 18/09/2019 08h13
Marcello Casal Jr./Agência BrasilCerca de 22,7 milhões acessam a rede apenas por meio de celulares; nas classes mais baixas, a proporção aumenta de 53% para 71%

Uma das principais preocupações das famílias atualmente é a relação dos filhos com a internet. Com smartphones e tablets nas mãos cada vez mais cedo, crianças e adolescentes têm acesso ao mundo em poucos cliques.

Estudo da NIC.Br e da CGI.Br, realizado com menores de 9 a 17 anos, mostra dados sobre o uso e os limites da rede. De acordo com o TIC Kids Online Brasil, realizado entre outubro de 2018 e março de 2019, 83% das crianças e dos adolescentes utilizam a internet.

Cerca de 22,7 milhões acessam a rede apenas por meio de celulares. Nas classes mais baixas, a proporção aumenta de 53% para 71%.

O cuidador de projetos de pesquisa do Cetic.Br, Fabio Senne, explica quem são os menores que não tiveram acesso à internet nos últimos meses. “A pesquisa estima cerca de 3,8 milhões de crianças e adolescentes que não usaram a internet nos últimos meses e elas estão concentradas em parcelas mais vulneráveis da população, especialmente nas classes D e E. Boa parte também está presente da região Nordeste, o que mostra que precisa de políticas específicas de inclusão mais focadas nesses públicos.”

Fabio Senne destaca que a escola não está sendo um espaço prioritário do uso da internet.

A coordenadora da pesquisa TIC Kids Online Brasil, Luísa Adib, afirma que é preciso gerar políticas públicas para ampliar o acesso. “O acesso está muito relacionado ao desenvolvimento de políticas de infraestrutura e educacionais. Tem que pensar como a gente desenvolve ações estatais que possibilitem um acesso mais equitativo e a escolha pelo uso seja pessoal e não relacionada a restrição.”

Luísa Adib ressalta a grande presença de menores nas redes sociais. Segundo a pesquisa, 97% por cento das crianças e dos adolescentes com idades entre 15 e 17 anos têm perfil em plataformas como Whatsapp, Facebook e Instagram.

*Com informações do repórter Matheus Meirelles