Chanceler brasileiro se reúne com opositores do governo da Venezuela

  • Por Jovem Pan
  • 17/01/2019 14h34
Ernesto Rodrigues/Estadão ConteúdoSemana passada, grupos venezuelanos pediram ajuda ao governo brasileiro e protestaram contra Maduro no Itamaraty

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Ernesto Araújo, se reuniu nesta quinta-feira (17) com representantes da oposição ao presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e integrantes do chamado Grupo de Lima – criado na capital do Peru em 2017 e do qual participam chanceleres de todas as Américas.

O encontro, na sede do Itamaraty, foi seguido de um almoço. Entre os venezuelanos, estiveram presentes o o deputado oposicionista Júlio Borges, o presidente do Tribunal Supremo de Justiça – hoje exilado -, Miguel Ángel Martin, e o ex-prefeito de Caracas Antônio Ledezma. A reunião acontece em meio ao aumento da tensão na Venezuela.

Na semana passada, Maduro assumiu um novo mandato no país, com legitimidade questionada internamente e por outras 40 nações. O líder do parlamento, Juan Guaidó, chegou a pedir novas eleições e se declarou presidente interino – em consequência, foi preso, mas solto em seguida -, reforçando a ilegitimidade do ditador.

Roderick Navarro, um dos líderes do movimento Rumbo Libertad, que integra exilados que moram nos Estados Unidos e defendem um governo transitório em exílio, também participou da reunião desta quinta. Entretanto, o Ministério das Relações Exteriores não informou oficialmente quem são os demais participantes.

Na quarta-feira (16) o presidente da Argentina, Mauricio Macri, classificou o governo venezuelano como uma ditadura e disse que a única instituição legítima da Venezuela é a Assembleia Nacional, dominada pela oposição, mas não reconhecida por Nicolás Maduro. Macri esteve em Brasília para visita oficial ao presidente Jair Bolsonaro.

Antes do presidente argentina, Bolsonaro discursou no Palácio do Planalto e disse que a preocupação de Brasil e Argentina com a situação da Venezuela é um exemplo de cooperação entre os dois países. De acordo com a assessoria do Itamaraty, não está prevista nenhuma fala do chanceler à imprensa após o encontro desta quinta.

 

*Com informações do Estadão Conteúdo