Chefe do PCC, Marcola mandou matar delegado e investigadores, diz MP

  • Por Jovem Pan
  • 06/10/2019 20h48
JORGE SANTOS/OESTE NOTÍCIAS/AE/Codigo Marcola é o chefe do PCC

Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, decretou a morte de três policiais como forma de vingança por ter sido transferido da prisão estadual de São Paulo. Preso no sistema federal desde fevereiro de 2019 e em regime de isolamento, o líder do PCC colocou entre os alvos Ruy Ferraz Fontes, delegado-geral da Polícia Civil e um dos principais combatentes à facção. As informações foram publicadas pelo “UOL” neste domingo (6).

Segundo a publicação, a ordem de Marcola veio à tona em uma denúncia da promotora Silvia Vieira Marques, da Segunda Promotoria de Justiça Criminal da Capital do MP (Ministério Público), realizada no dia 30 de agosto. A acusação, no entanto, não especifica como o chefe do PCC teria determinado os assassinatos, que não ocorreram.

No dia 10 de março deste ano, a Polícia Civil registrou uma ordem de Marcola a outros membros do PCC em uma casa localizada na Cidade Tiradentes, bairro do extremo leste de São Paulo. Após as investigações, o MP denunciou 13 supostos integrantes da organização criminosa pelos crimes de tráfico de drogas, crimes contra o patrimônio e de organização criminosa.

De acordo com a reportagem, o Ministério Público descobriu que um setor da facção, denominado “Bonde dos 14”, administrava tudo que envolvia o PCC na Cidade Tiradentes. Lá, inclusive, os integrantes teriam se reunido para determinar o crime contra o delegado-geral da Polícia Civil.

No mesmo mês, conforme o MP, a alta cúpula do PCC teria passado a Nailton Vasconcelos, o Molejo, a tarefa de informar a ordem de Marcola ao grupo “Bonde dos 14”. Cerca de quatro meses depois, Molejo foi preso, sendo encaminhado à penitenciária de Lavínia, no interior do Estado.

Por fim, as investigações também apontaram que Décio Gouveia Luiz, popularmente chamado de Decinho, era considerado “braço direito” de Marcola. Ele foi detido no dia 14 de agosto após ir ao Rio de Janeiro, utilizar o nome falso de Lucas de Souza Oliveira e ter grande cobertura de segurança da cúpula do PCC.

Decinho foi encontrado em uma casa de luxo em Arraial do Cabo e acabou sendo levado à penitenciária dois de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo.