Chuva desaloja quase 3 mil pessoas no ES

  • Por Jovem Pan
  • 23/01/2020 12h14
Governo Estado do Espirito Santo/Divulgação espirito-santo-chuvas Quatro municípios decretaram estado de calamidade pública no ES

Subiu para 2.943 o número de pessoas desalojadas no Espírito Santo por conta das fortes chuvas que atingem o Estado.

Segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública e Defesa Social (Sesp), de quarta-feira, 22, até esta quinta-feira, 23, quase 600 pessoas deixaram suas casas rumo a abrigos ou casas de parentes ou amigos. A soma pode levar em conta quem saiu de casa nos primeiros dias da chuva, já que a prefeitura, que é quem faz o primeiro acolhimento, precisa repassar a informação para a Secretaria, que contabiliza os atingidos.

De acordo com o boletim divulgado nesta manhã, de todos os afetados, 2.755 estão abrigados temporariamente com amigos ou parentes, e são considerados desalojados. Os outros 188 foram levados para abrigos públicos, alguns improvisados.

Calamidade Pública

Em Alfredo Chaves, região sul a 80 km de Vitória, a situação é mais grave. Foi na cidade que as sete mortes envolvendo as chuvas ocorreram, e apesar de registrar 1.107 desalojados – ou seja, pessoas que saíram de suas casas, porém, não necessitam de um abrigo do governo; não contabiliza nenhum desabrigado. A prefeitura declarou situação de calamidade pública. O tráfego de veículos foi parcialmente interrompido por conta de deslizamentos de terra.

Iconha, 100 km de Vitória, é a cidade com maior número de desabrigados até o momento. 126 pessoas saíram de suas casas para abrigos, como o improvisado em uma igreja católica, que acolheu parte da população. Por conta da alta do Rio Iconha, que subiu 4 m, a Defesa Civil solicitou que as famílias da região deixem suas casas. O abastecimento de água também foi afetado, e a recomendação é que a população consuma “com cautela”. A prefeitura municipal solicitou aos munícipes que colaborassem com a doação de materiais de higiene e limpeza para as vítimas.

Além de Iconha e Alfredo Chaves, Rio Novo do Sul e Vargem Alta também declararam estado de calamidade pública. Com a situação oficializada, os governos são autorizados a contratar serviços temporários e urgentes sem a obrigatoriedade da licitação, além de poder solicitar recursos à União.

Os moradores de áreas afetadas que tenham sido diretamente prejudicados podem buscar auxílios junto aos governos municipais, estaduais e federal.

* Com informações da Agência Brasil