Cidade de São Paulo registra surto de sarampo

Capital soma 32 casos confirmados da doença, após quase quatro anos sem registros de infecção do sarampo

  • Por Jovem Pan
  • 18/06/2019 13h28
Agência Brasil O alerta nas Vigilâncias Sanitárias do Estado e do Município de São Paulo aumentou nas últimas duas semanas, quando o número de casos confirmados saltou de 14 para 32

Com 32 casos confirmados de sarampo somente em 2019, a cidade de São Paulo registra surtos da doença e circulação do vírus em seu território. A capital estava há quase quatro anos sem registrar infecção pela doença.

O alerta nas Vigilâncias Sanitárias do Estado e do Município aumentou nas últimas duas semanas, quando o número de casos confirmados saltou de 14 para 32. Do total, oito são importados — ou seja, cuja infecção ocorreu fora de São Paulo — e os demais estão sendo investigados para que a secretaria possa determinar se a contaminação ocorreu internamente.

Outros 147 casos suspeitos foram notificados, entre eles o de um aluno de uma escola infantil da Pompeia, na Zona Oeste. Devido a esse caso, a prefeitura decidiu realizar uma vacinação geral de alunos e funcionários do colégio nesta semana, inclusive de bebês menores de 1 ano, faixa etária em que o imunizante geralmente não é recomendado. Por causa de um possível contato com a criança doente, os bebês a partir de 6 meses que frequentam a escola também serão imunizados.

“Embora a vacina seja indicada aos 12 meses e 15 meses (primeira e segunda doses), ela pode ser aplicada a partir dos 6 meses sem nenhum risco. É segura”, explicou Solange Maria de Sabóia e Silva, coordenadora da Coordenação de Vigilância em Saúde (Covisa) da secretaria municipal.

A notícia do caso suspeito causou preocupação na escola, principalmente entre pais de alunos menores de 1 ano, ainda não imunizados. “Meu filho acabou de completar 1 ano e tinha tomado a vacina na semana passada, mas são necessários dez dias para a vacina começar a proteger. Se o caso suspeito for confirmado como sarampo, há um risco de ele ter sido contaminado porque a doença é altamente contagiosa e as crianças convivem no mesmo ambiente. Estamos com muito medo”, diz o engenheiro Alexandre Ganeu, de 41 anos.

ara tentar impedir um surto de grandes proporções na cidade, a Prefeitura iniciou na semana passada uma vacinação para jovens de 15 a 29 anos, mas a adesão, após uma semana de campanha, é muito baixa: apenas 0,2% do público esperado compareceu aos postos.

“As pessoas têm de levar a sério a recomendação de vacinação. O vírus está circulando na cidade e a única forma de prevenção é a vacina”, afirmou Solange. Ela ressaltou que, para quem trabalha de segunda a sexta em horário comercial, há 80 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) integradas com AMAs que abrem aos sábados.

*Com informações do Estadão Conteúdo