Cientistas políticos divergem sobre efeito de eventual entrada de Marina Silva na disputa

  • Por Jovem Pan
  • 15/08/2014 11h35
SANTOS, SP, 13.08.2014: EDUARDO-CAMPOS - A candidata a vice na chapa de Eduardo Campos, Marina Silva (PSB), comentou a morte do companheiro de campanha em entrevista coletiva em Santos, litoral de São Paulo, nesta quarta-feira. (Foto: Joel Silva/Folhapress)Marina Silva durante manifestação de condolências após a morte de Eduardo Campos no dia 13

Cientistas políticos divergem sobre efeito de eventual entrada de Marina Silva na disputa eleitoral pela Presidência da República.

Em entrevista a Anchieta Filho, Arthur Rollo explica o procedimento legal e lembra que a Coligação Unidos pelo Brasil tem até o dia 23 para eleger substituto. Cada executiva da coligação terá direito a um voto na escolha. A decisão é tomada pela maioria absoluta.

Presidente do PPS, um dos partidos da Coligação, acentua que o nome do sucessor de Eduardo Campos é secundário. Para Roberto Freire, o importante é a manutenção do espírito da candidatura e a crítica ao modelo econômico do Governo Dilma (ouça no áudio acima).

Cientista político da Fundação Getúlio Vargas acentua que a eventual entrada de Marina Silva na disputa vai mudar o cenário. Marco Antônio Teixeira se baseia em pesquisas eleitorais de abril para dizer que Aécio Neves sai perdendo com a tragédia. 

Já o professor de Ética da Unicamp, Roberto Romano, pensa de maneira diferente a respeito da eventual entrada de Marina Silva na disputa eleitoral. Romano acredita que o estrago maior será na candidatura de Dilma Rousseff, campeã de rejeição no País.

Os integrantes da Coligação Unidos pelo Brasil esperam que a decisão sobre a candidatura substituta saia até o dia 19. Eles entendem que dessa forma poderão mostrar a continuidade do projeto político de mudança na política do Governo que aí está.

Marco Antonio Villa comenta, no final do áudio, o assunto. Confira a participação completa do historiador da USP no Jornal da Manhã.