Com sindicalistas, ministro do Trabalho evita falar sobre mudanças na Previdência

  • Por Estadão Conteúdo
  • 20/05/2016 12h56
São Paulo - Representantes da Força Sindical protestam contra os juros altos em frente a sede do Banco Central, na avenida Paulista (Rovena Rosa/Agência Brasil)Representantes da Força Sindical protestam contra os juros altos em frente a sede do Banco Central

Ronaldo Nogueira (PTB-RS), ministro do Trabalho, evitou falar, nesta sexta-feira (20), em mudanças na Previdência, que estão sendo discutidas pelo governo Temer. Em reunião com a Força Sindical, o ministro se limitou a dizer que as entidades que representam os trabalhadores serão protagonistas das eventuais propostas de modificação desses direitos.

“Eu não vou emitir opinião sobre mudanças na idade mínima, até porque há um grupo de trabalho estudando essa hipótese”, pontuou.

Em entrevista ao SBT, na última quarta-feira (18), o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, concordou que a idade mínima de 65 anos poderia ser considerada um bom parâmetro para o ajuste da Previdência no Brasil.

No início da semana, a Fazenda criou um grupo de trabalho com os ministérios do Trabalho e da Casa Civil para discutir mudanças na Previdência. O painel, que é formado também por representantes de centrais de trabalhadores, deve apresentar, em caso de consenso, uma proposta comum em até 30 dias.

“A orientação do presidente Temer é que seja construída uma proposta de diálogo, sem imposições, com aqueles setores que possam vir a ser impactos por mudanças na Previdência”, destacou o ministro Ronaldo Nogueira.

O presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), disse acreditar que se chegue a um consenso entre os grupos dentro do prazo estabelecido pela Fazenda. “Nós já percebemos uma recuada do ministro nas propostas de mudança da Previdência”, avaliou.

Centrais

Nogueira garantiu também que pretende visitar todas as centrais sindicais e espera ter a oportunidade de estreitar diálogos. “O governo está aberto ao diálogo e à crítica. Muitas vezes, a crítica é pedagógica”. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), a maior do País, é contrária ao governo de Michel Temer.

Sobre as propostas do Ministério para conter o avanço do desemprego, Nogueira disse que todos os programas de preservação do emprego e de qualificação de mão de obra serão mantidos e aprimorados, garantindo que a pasta continuará em seu empenho para fiscalizar as condições de trabalho e combater o trabalho informal.