Congresso compreendeu as necessidades do país, diz Temer

  • Por Agência Brasil
  • 07/05/2015 14h29

O vice-presidente da RepúblicaO vice-presidente da República

O vice-presidente da República, Michel Temer, disse que o Congresso Nacional compreendeu as necessidades do país ao aprovar a Medida Provisória (MP) 665, que altera as regras de acesso ao seguro-desemprego, ao abono salarial e ao seguro-defeso dos pescadores artesanais. “Isso não é uma questão de governo, é uma questão de Estado. E o Congresso teve a sensibilidade e aprovou o primeiro projeto do ajuste fiscal”, avaliou.

Temer negou que tenha havido acordo de distribuição de cargos aos peemedebistas em troca de apoio. “[Ontem] não houve nada, absolutamente nada. Não há essa coisa de distribuição de cargos. O que há no governo é o seguinte: quem ganhou a eleição, quem apoiou o governo, quem ajudou a presidente Dilma, vai governar junto”, disse.

Segundo Temer, foi fundamental para a aprovação da MP que a bancada do PT oficializasse posicionamento favorável. “Percebi nitidamente que se o PT não fechasse a questão haveria dificuldade para a votação. E o PT colaborou enormemente, porque fechou  questão e permitiu a aprovação”.

Com relação ao PDT, único partido da base aliada que encaminhou voto contra a MP, Temer disse que uma eventual manifestação a respeito deve partir da presidenta Dilma Rousseff. “A presidente vai examinar depois. Não há nenhuma cogitação a respeito agora”.

Temer disse que o voto favorável de alguns parlamentares do DEM, cuja bancada encaminhou voto contra a aprovação da medida, foi “uma surpresa agradável”. “Alguns companheiros do DEM compreenderam que é importante para o Brasil. Eu acho que eles votaram pautados por essa ideia”, disse.

O vice-presidente evitou comentar o programa político do PT que foi ao ar na terça-feira (5), no qual o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a aprovação do Projeto de Lei 4.330, que trata da terceirização. “Isso é uma questão do Congresso. O Senado vai decidir sobre isso, ainda tem um caminho pela frente”.

Temer negou também que o Executivo tenha perdido poder com a aprovação da chamada PEC da Bengala. “Não é uma pauta do governo. Eu mesmo, quando era presidente da Câmara, em três ocasiões botei para votar. Não vejo como o Executivo possa ter perdido poder, se ele nunca interferiu nessa matéria”, disse.

O vice-presidente participou hoje (7) do Encontro Nacional dos Secretários-gerais do PMDB, em Brasília. Questionado sobre como vê uma candidatura própria do partido nas eleições de 2018, Temer respondeu: Com os melhores olhos.