Consórcio Infraestrutura Brasil vence leilão da maior concessão rodoviária

Lote tem 1.273 quilômetros de extensão; consórcio deu lance de R$ 1,1 bilhão

  • Por Nicole Fusco
  • 08/01/2020 12h37 - Atualizado em 09/01/2020 08h20
DivulgaçãoO lance do consórcio foi de R$ 1,1 bilhão

O Consórcio Infraestrutura Brasil, representado pela Necton Investimentos S.A., foi o vencedor do leilão do lote de rodovias estaduais de São Paulo “Piracicaba-Panorama”, conhecido como Pipa. O lance do consórcio foi de R$ 1,1 bilhão.

A outra participante era a Ecorodovias Concessões e Serviços S.A., representada pelo BTG Pactual. A proposta foi de R$ 527,5 milhões.

O valor mínimo do lance, imposto pelo governo de São Paulo, era de R$ 15 milhões.

O leilão ocorreu na sede da B3, a Bolsa de Valores do Brasil, localizada no Centro de São Paulo, nesta quarta-feira (8). Com 1.273 quilômetros de extensão, essa foi a maior concessão da historia do país.

Além disso, esse foi o primeiro leilão da agenda de concessões de infraestrutura do país prevista para 2020 e também o primeiro desafio do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Isso porque essa concessão foi um termômetro da disposição dos investidores nacionais e internacionais pelas estradas paulistas.

O contrato do lote Pipa prevê R$ 14 bilhões em investimentos e melhorias na malha rodoviária ao longo de 30 anos de contrato. De acordo com o governo estadual, serão beneficiadas 62 cidades que são cortadas por essas rodovias que compõem o lote “Piracicaba-Panorama”.

A malha rodoviária engloba 218 quilômetros de rodovias, atualmente operadas pela concessionária Centrovias, do Grupo Arteris, cujo contrato vence no primeiro trimestre do ano que vem. Além disso, também compõem a malha rodoviárias os 1.055 e quilômetros operados pelo Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP).

O leilão era para ter acontecido no final de novembro, mas foi adiado pouco mais de um mês por causa de uma decisão do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. No fim do ano passado, o órgão suspendeu a concorrência diante de questionamentos de um advogado, que pedia a anulação do edital. No fim, liminar foi derrubada, mas o governo teve que postergar a sessão pública do leilão para janeiro de 2020.