Consumo de energia reduz 12,7% na 1ª quinzena de maio; produção cai 11,6%

  • Por Jovem Pan
  • 20/05/2020 13h11
Reprodução/Flickr Lâmpada ilumina local Segundo o órgão, "o consumo deste mês foi impactado pelas medidas governamentais de contenção do covid-19"

O consumo de energia elétrica recuou 12,7% na primeira quinzena de maio de 2020 frente a igual período de 2019, de acordo com informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Segundo o órgão, “o consumo deste mês foi impactado pelas medidas governamentais de contenção do covid-19, intensificadas a partir do dia 21 de março”.

O consumo de energia no mercado cativo (distribuidoras) recuou 13,1% no mesmo período de comparação. O mercado livre apresentou retração de 11,9% no período. De acordo com a CCEE, os segmentos que registraram as maiores quedas do consumo de energia no mercado livre foram: veículos (47,8%), têxteis (45,4%), serviços (32,7%), transporte (27%) e manufaturados diversos (18,3%).

Por outro lado, apenas dois setores tiveram aumento de demanda: saneamento (18,8%) e alimentícios (1,8%), movimento este influenciado pelas migrações de novos clientes.

Excluindo as novas cargas que migraram para o mercado livre ao longo dos últimos meses e comparando com o consumo de energia dos clientes existentes na primeira quinzena de maio de 2019, os dados da CCEE reforçam os impactos do coronavírus na economia brasileira.

O segmento automotivo lidera o ranking da queda do consumo, da ordem de 49,3%, seguido por têxteis (47,6%), serviços (40,6%), transporte (28,6%) e manufaturados diversos (24,2%). O único segmento que apresentou crescimento, marginal, foi o de saneamento, de 0,7%.

Produção de energia

Os dados da CCEE também mostram que a produção de energia na primeira quinzena de maio de 2020 recuou 11,6% em relação mesmo período de 2019. Com a queda do consumo, a produção de energia das hidrelétricas recuou 15,7%, o que deve contribuir para a recuperação do nível dos principais reservatórios do país.

A geração térmica teve ligeiro aumento de 1,4% no período, isso se deve ao maior despacho das usinas nucleares, de 211,5%. A geração a biomassa, com a safra da cana-de-açúcar, subiu 3%. Por sua vez, a produção de energia das usinas a carvão caiu 57,8%. A geração térmica a gás natural recuou 3,5%.

A geração eólica registrou ligeiro crescimento de 1,8% no mesmo período de comparação. A produção de energia solar teve aumento de 34,4%. Com esse resultado na geração de energia, o risco hidrológico (GSF) foi de 94,04% na primeira quinzena de maio de 2020.

*Com informações do Estadão Conteúdo