Corrupção em Mauá: PF acredita que esquema movimentava R$ 500 mil por mês

  • Por Jovem Pan
  • 13/12/2018 15h03 - Atualizado em 13/12/2018 15h11
MARCELO GONCALVES - Estadão conteúdoEsta é a segunda vez que o prefeito de Mauá é preso em operação da Polícia Federal sobre desvios de verbas e pagamento de propina

Um esquema de pagamento de propinas envolvendo a prefeitura de Mauá, cidade da região metropolitana de São Paulo, foi revelado pela Operação Trato Feito, deflagrada pela Polícia Federal nesta quinta-feira (13). De acordo com a PF, os crimes eram liderados pelo prefeito Átila Jacomussi, do PSB. Cerca de R$ 500 mil eram movimentados mensalmente.

A Polícia Federal acredita que 22 dos 23 vereadores da cidade recebiam propina, em especial os que votaram contra dois processos de impeachment do prefeito. O arranjo destinava entre 10% e 20% dos valores de contratos municipais como aluguel de veículos oficiais, serviços de limpeza, reforma de parques e serviços de sinalização viária.

Esta não é a primeira vez que o prefeito de Mauá é preso. Em maio, durante a Operação Prato Feito, Jacomussi havia sido detido por suspeita de desviar recursos públicos destinados a compra de merendas escolares, mas foi liberado graças a um habeas corpus.

O outro lado

A defesa do prefeito diz que recorrerá junto ao Supremo Tribunal Federal alegando que o novo pedido de prisão “afronta e desafia a autoridade da medida antes concedida. Não é admissível dar uma nova roupagem para fatos pretéritos e conhecidos para se renovar o pedido de prisão. A medida, além de ilegal, não possui lastro empírico e nem idônea motivação”, disse.

A Câmara Municipal de Mauá disse, em nota, que todos os gabinetes de vereadores foram vistoriados, além do gabinete do prefeito, pela PF. Segundo a nota, a revista “ocorreu de forma tranquila e organizada. Não houve desentendimento e ninguém foi detido”.

*com informações da Agência Brasil