Guedes estima crescimento do PIB em ‘no mínimo’ 2,4% para 2020

  • Por Jovem Pan
  • 18/12/2019 17h29 - Atualizado em 18/12/2019 17h30
Estadão ConteúdoA combinação entre investimentos em saneamento, investimentos em infraestrutura e juros baixos fará disparar uma "onda" de investimento privado doméstico e internacional

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta quarta-feira (18) que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil no ano que vem será “no mínimo” de 2%. “O crescimento em 2020 será o dobro deste ano. Se em 2019 for 1,2%, então [teremos] 2,4% [no ano que vem]”, pontuou, em entrevista coletiva à imprensa onde apresentou um balanço do ano de 2019.

De acordo com Guedes, a estimativa do Ministério ainda é conservadora. Segundo ele, os investimentos que estão por vir “vão literalmente tocar fogo na infraestrutura brasileira”. Ao tratar do assunto, citou a medida provisória (MP) do Saneamento, aprovada no Congresso, que vai, na visão do ministro, “empurrar o Brasil para outro patamar”.

Conforme Guedes, a combinação entre investimentos em saneamento, investimentos em infraestrutura e juros baixos fará disparar uma “onda” de investimento privado doméstico e internacional.

Também presente na apresentação do balanço de 2019 com outros secretários do Ministério da Economia, o do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, afirmou que o PIB do Brasil deve crescer “pelo menos” 2,5% em 2020.

Ao tratar deste ano, Mansueto pontuou que o rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em Minas Gerais, e a crise da Argentina — um grande importador de produtos brasileiros — “tiraram crescimento do PIB”.

Sobre as conquistas do governo, o ministro citou a aprovação da reforma da Previdência no Congresso e o andamento de várias propostas que estavam paradas na Câmara e no Senado nos últimos anos, como as que tratam de agências reguladoras e duplicatas eletrônicas. “Colocamos na pauta econômica discussões que, há dois ou três anos, eram impossíveis começar”, disse. “Há três anos, era impossível falar de independência do BC. Privatização era impopular. Hoje, podemos começar este debate”, acrescentou. “Começamos a ter bom ambiente político para andar com projetos na Câmara e no Senado.”

Mansueto é o único secretário, entre os presentes na entrevista à imprensa, que não é especial, na hierarquia atual do ministério. Ainda assim, ele ficou ao lado de Guedes na mesa.

* Com informações do Estadão Conteúdo