Cristovam Buarque: Se Dilma falar sobre impeachment em NY “será ridículo”

  • Por Jovem Pan
  • 20/04/2016 16h25
Brasília - Senador Cristovam Buarque anuncia, no plenário do Senado, sua desfiliação do PDT e sua entrada no PPS (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)Senador Cristovam Buarque (PDT)

O líder do PPS no Senado, Cristovam Buarque afirmou em entrevista à Jovem Pan que a ida de Dilma Rousseff à Nova York pode ser uma tentativa de deixar sua assinatura em um grande acordo mundial, antes da possibilidade de ocorrer um impeachment.

Para o senador, se a presidente for ao exterior para falr de “golpe”, “será ridículo”. “A gente só pode julgar isso depois que ela falar. Não acredito que ela falará de impeachment, porque será ridículo. As pessoas vão rir. Quando um presidente está com ameaça de impeachment, ele não sai do País. Quando um presidente está ameaçado de impeachment só sai do país se for para exílio, depois que o golpe acontece. Então, se está ocorrendo risco de golpe, ela não sairia daqui”, disse.

Cristovam Buarque disse ainda que, se a presidente Dilma for à reunião sobre clima da ONU, nos Estados Unidos, e usar a tribuna internacional para falar de impeachment, será um tiro no pé. “Eu não acredito que ela vá para Nova York para falar em golpe. Se for, é mais um tiro no pé, como quando ela nomeou Lula ministro”.

Novas eleições

Junto aos senadores João Capiberibe (PSB-AP), Walter Pinheiro (sem partido-BA), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Lídice da Mata (PSB-BA) e Paulo Paim (PT-RS), Buarque defende a ideia de uma PEC (Proposta de Emenda à Constituição) para que eleições presidenciais sejam realizadas em 02 de outubro ainda deste ano.

A ideia, segundo o senador do PPS é dar um novo rumo à política. “Política é como jogo de futebol. A política é história. Quando acabar, ou vai ter Governo Dilma e vai ser um desastre para o País e outros pedidos de imepachment vão surgir ou vamos ter o Temer. Vamos ter mais mobilizações, virão pedidos de impeachment. Tem risco da Operação Lava Jato chegar perto dele [Michel Temer]. Por isso, a melhor maneira de resolver isso é o povo dizer quem quer como presidente”, explicou.