Davi Alcolumbre votou contra cassação de Aécio Neves e aumento de salário do STF

  • Por Jovem Pan
  • 03/02/2019 13h15 - Atualizado em 03/02/2019 13h34
Pedro França/Agência SenadoDavi Alcolumbre

No Senado desde 2015, o novo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (DEM-AP) votou contra a cassação do então colega Aécio Neves (PSDB-MG), em 2017. Na ocasião, o STF havia determinado o afastamento do parlamentar por ser acusado de interferir nas investigações da Lava Jato.

O Senado, porém, livrou o mineiro do afastamento por 44 votos contra 26. Com a decisão, Aécio pôde retornar as atividades na Casa.

Alcolumbre também foi favorável ao aumento de 16% dos salários dos ministros do Supremo Tribunal Federal, em novembro do ano passado. Por 41 votos a 16, os senadores aprovaram os rendimentos dos juízes e também do procurador-geral da República. Com a decisão, os vencimentos passaram de R$ 33,7 mil para R$ 39,2 mil.

Em seguida, o aumento foi sancionado pelo ex-presidente da República, Michel Temer. Jair Bolsonaro, que já havia sido eleito, chegou a afirmar que não era o “momento” de se ampliar despesas e que o aumento de gastos era visto “com preocupação”. Segundo cálculos de consultorias da Câmara e do Senado, o reajuste poderá causar um impacto de R$ 4 bilhões nas contas públicas.

Representante do baixo clero, Davi Alcolumbre reuniu apoio para sua candidatura ao comando do Senado oferecendo acesso ao Planalto e se colocando como alternativa à “velha política”, representada pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), quatro vezes presidente da Casa. O aval do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, ao seu nome deu credibilidade à sua promessa de portas abertas no governo e lhe garantiu o sucesso no pleito, vencido por 42 votos.