Defesa diz que João Santana e a mulher retornarão ao Brasil nas próximas horas

  • Por Agência Estado
  • 22/02/2016 14h01
DF - LAVA JATO/23ª FASE/JOÃO SANTANA - POLÍTICA - Foto de arquivo de 07/10/2010 mostra o João Santana, marqueteiro do PT, e a presidente Dilma Rousseff em reunião com governadores aliados para discutir estratégias de campanha para o segundo turno, no Hotel Brasil 21, em Brasília. João Santana é um dos alvos da Operação Acarajé, 23ª fase da Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal nesta segunda-feira, 22. Santana trabalhou nas campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e da presidente Dilma Rousseff. A nova fase mira os pagamentos feitos pela construtora Norberto Odebrecht para Santana, no exterior. Foram presos o operador de propinas Zwi Skornik e estão em andamento buscas e apreensões ainda na Odebrecht. As medidas contra Santana foram prejudicadas, pois ele está fora do País. 07/10/2010 - Foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO André Dusek/Estadão Conteúdo João Santana e Dilma (Estadão Conteúdo)

O advogado Fábio Toufic, que defende João Santana, informou ter protocolado, nesta tarde, documento para informar à Justiça que o marqueteiro e sua esposa, Monica Moura, agendaram o retorno ao Brasil. Segundo a defesa, o retorno ocorrerá “nas próximas horas”. Alvos da Operação Acarajé – 23ª fase da Lava Jato deflagrada nesta segunda-feira, 22, os dois encontravam-se na República Dominicana e, portanto, a Polícia Federal não pôde cumprir os mandados de prisão temporária deles.

“Os peticionários tomaram conhecimento, na manhã de hoje (22), pelos meios de comunicação, de que foram alvo de fase ostensiva da “Operação Lava Jato”. Como, no entanto, já informado em petição previamente protocolada perante este d. Juízo, encontram-se fora do País, a trabalho. Todavia, já agendaram seu imediato retorno ao Brasil, movimento que deve ocorrer nas próximas horas”, alega a defesa.

O documento, segundo o advogado, foi protocolado junto à 13ª Vara Federal da Seção Judiciária de Curitiba, aos cuidados do juiz federal Sergio Moro – que conduz as ações da Lava Jato.

Com receio de manifestações por parte de grupos anti-PT, a defesa do marqueteiro incluiu no documento enviado à Justiça um pedido de medidas para evitar que haja um “odioso espetáculo público” na chegada de Santana ao aeroporto internacional de São Paulo, em Guarulhos. “Termos em que, confiando que serão tomadas todas as medidas para que sua chegada ao País não se transforme em um odioso espetáculo público”, diz o documento.

A defesa alega ainda ser mentirosa a informação divulgada pela imprensa que João Santana teria desistido de embarcar para o Brasil ontem ao saber que seria alvo de mandado de prisão temporária da Lava Jato. “É mentirosa e leviana a alegação veiculada em alguns periódicos na manhã de hoje, de que teriam desistido de embarcar em voo que chegaria hoje ao Brasil. O referido bilhete aéreo foi emitido pela agência de viagens há mais de uma semana por engano, tanto que cancelado no mesmo dia. Perversa, portanto, qualquer relação que se queira fazer entre esse fato e a operação deflagrada na data de hoje.”