Defesa diz que Vaccari ficará em silêncio durante acareação

  • Por Agência Brasil
  • 07/07/2015 14h31

João Vaccari Neto responde perguntas de deputados nesta quinta-feira (09)

João Vaccari Neto

A defesa do ex-tesoureiro do PT  João Vaccari Neto informou nesta terça-feira (7) ao Supremo Tribunal Federal (STF) que ele ficará em silêncio durante a acareação com o ex-gerente de Serviços da empresa Pedro Barusco na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras, prevista para quinta-feira (9). Vaccari está preso em um presídio na região metropolitana de Curitiba.

Na petição enviada ao STF, o advogado Luiz Flávio D’Urso disse que pretende colaborar com a decisão do ministro Celso de Mello, que está na presidência do tribunal durante o período de recesso, sobre o possível adiamento da acareação entre Vaccari  e Barusco.

“No intuito de colaborar com Vossa Excelência para a decisão neste feito, presto tais informações, uma vez que o ato de acareação propriamente dito, na verdade não se realizará, e a dispensa do Sr. Pedro Barusco cancelará a sessão, evitando-se, assim, despesas desnecessárias de transporte das partes até Brasília”, justificou D’Urso.

Ontem (6),  Barusco pediu ao ministro o adiamento da oitiva e  alegou que não tem condições físicas de comparecer à sessão. A defesa de Barusco alegou que, ultimamente, ele passou a sentir fortes dores e formigamentos nos membros inferiores, consequência de um câncer ósseo. Apesar de pedir o adiamento, ele assumiu o compromisso de ir à CPI quando estiver em boas condições de saúde.

As acareações na CPI foram autorizadas pelo juiz federal Sergio Moro, responsável pelos inquéritos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. A acareação entre Barusco e o ex-diretor de Serviços Renato Duque está prevista para amanhã (8). No dia seguinte, serão ouvidos Barusco e Vaccari. O doleiro Alberto Youssef e o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa serão confrontados no dia 6 de agosto.