Defesa pede que Bumlai seja dispensado de comparecer à CPI do BNDES

  • Por Agência Brasil
  • 27/11/2015 14h22
CURITIBA, PR, 24.11.2015: OPERAÇÃO-LAVA JATO - O pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Instituto Médico Legal (IML) de Curitiba, no Paraná, para exame de corpo de delito nesta terça-feira (24). Bumlai foi preso na 21ª fase da Operação Lava Jato. (Foto: Paulo Lisboa/Folhapress)Bumlai é preso na lava Jato

A defesa do empresário e pecuarista José Carlos Bumlai protocolou na Justiça Federal do Paraná pedido para que ele seja dispensado de comparecer à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do BNDES, na Câmara dos Deputados, que investiga operações envolvendo o banco estatal.

A apresentação de Bumlai à CPI está marcada para a próxima terça-feira (1º). Segundo a defesa, que apresentou o pedido na noite de ontem (26), o empresário não responderá às perguntas. “O peticionário [solicitante] já adianta que irá exercer seu direito constitucional de permanecer calado diante das perguntas que lhe serão feitas pelos deputados membros da referida Comissão Parlamentar”, diz o documento.

A defesa alega que, já que não falará, o deslocamento do empresário vai gerar custos desnecessários. “De tal forma, seu deslocamento para Brasília, às custas do Estado, só trará gastos desnecessários à máquina pública e em nada contribuirá para os trabalhos daquela CPI”, diz o texto. O pedido aguarda a decisão da Justiça.

Bumlai foi preso no último dia 24, durante a Operação Passe Livre, 21ª fase da Operação Lava Jato, em Brasília. Ele se apresentaria à CPI do BNDES na Câmara dos Deputados nesse mesmo dia. O presidente da CPI, deputado Marcos Rotta (PMDB-AM), conversou com o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara da Justiça Federal de Curitiba (PR), responsável pela Lava Jato, e acertaram a realização do depoimento de Bumlai para a próxima semana.

José Carlos Bumlai foi acusado pelos delatores da Operação Lava Jato – Fernando Soares (o Fernando Baiano) e Salim Schahim do banco Schahim – de ter recebido propinas para mediar negócios com a Petrobras.