Delação isolada não tem valor jurídico, avalia relator

  • Por Estadão Conteúdo
  • 25/10/2017 12h14
Renato Araújo/Agência CâmaraEm sua fala, Andrada disse que a denúncia "não tem justificativa jurídica", e sim política

O relator da segunda denúncia contra o presidente Michel Temer, Bonifácio de Andrada (PSDB-MG), criticou os acordos de delação premiada que baseiam a segunda denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR). “Obstrução de justiça não existe, delação isolada não tem valor jurídico”, declarou Andrada.

Em relação à acusação por obstrução de Justiça, o ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot diz que o presidente teria incentivado os executivos da JBS Joesley Batista e Ricardo Saud a pagar vantagens a uma irmã do doleiro Lúcio Funaro para que ele firmasse acordo de colaboração. Temer também é acusado de ser um dos líderes da organização criminosa batizada de “PMDB da Câmara”.

Em sua fala, Andrada disse que a denúncia “não tem justificativa jurídica”, e sim política. “O que se tem, na verdade, são novos delatores. E delações só têm validade se estiverem vinculadas a fatos concretos”, afirmou, fazendo referência ao acordo de delação de Funaro.