Delegado confirma que garoto quis vingar bullying e se inspirou no Massacre de Columbine

  • Por Jovem Pan
  • 20/10/2017 21h52 - Atualizado em 20/10/2017 22h10
DIDA SAMPAIO/ESTADÃO CONTEÚDOAdolescente pegou arma escondido dos pais e atirou em seis colegas no Colégio Goyases

Nesta sexta-feira (20), um estudante matou a tiros dois colegas e feriu outros quatro no Colégio Goyases, em Goiânia. O adolescente, que é filho de policiais militares, pegou a arma da mãe e foi à aula com intenção de matar um outro garoto por conta do bullying que vinha sofrendo.

Em entrevista à Jovem Pan, o delegado Luiz Gonzaga Junior, titular da Delegacia Estadual de Apuração de Atos Infracionais (DEPAI) de Goiânia-GO, confirmou que o garoto se inspirou nos massacres de Columbine, nos Estados Unidos, e de Realengo, no Rio de Janeiro. O jovem ainda realizou pesquisas sobre atentados anteriores e de como manusear arma de fogo. “Ele falou que foi inspirado nos atentados de Columbine e Realengo, fez pesquisas e o estopim para o atentado foi um bullying ocorrido há três dias. Então resolveu matar esse adolescente que foi uma das vitimas. Ele se apoderou da arma de fogo que é de propriedade da Polícia Militar, que estava cautelada em nome da mãe e escondida no armário da residência… ele se dirigiu à escola, assistiu a aula normalmente e no fim resolveu executar o seu plano”, explicou Gonzaga Junior.

O delegado revelou que o jovem teria dito que mataria todos na escola e atirou em vários adolescentes, ferindo seis pessoas. “Já são duas mortes consumadas e quatro tentadas. Sendo, que de acordo com o boletim do Hospital aqui de Goiânia, nós temos de duas a três vítimas em estado gravissímo”, ressaltou.

Questionado sobre qual o tipo de bullying, o adolescente apenas revelou ao delegado que os outros colegas o “amolavam muito”.

O autor do atentado foi apreendido em flagrante e encontra-se na DEPAI de Goiânia. Posteriormente será encaminhado ao promotor de Justiça da Infância, que pode determinar a internação provisória e a aplicação de medidas socioeducativas. De acordo com o Estatuto da Criança e Adolescente, o garoto deverá ficar apreendido pelo período máximo de três anos.

Já os pais serão alvos de investigação da Polícia Militar e podem sofrer sanções administrativas.

*Com informações da repórter Marcela Lourenzetto