Depen estima que 30 mil podem sair da prisão por risco de coronavírus
O Departamento Penitenciário Nacional (Depen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública, estima que 30 mil presos saíram da prisão após a recomendação do Conselho Nacional De Justiça (CNJ) que prevê a liberdade condicional ou prisão domiciliar para detentos que pertencem ao grupo de risco do coronavírus.
A medida visa evitar a superlotação penitenciária e diminuir os riscos de contágios entre detentos e funcionários das unidades.
Desde o ofício do CNJ, diversos juízes determinaram a saída de presos por conta da idade avançada, histórico de doenças crônicas ou pelo risco de superlotação nos presídios.
A medida beneficiou, entre outros, o “doleiro dos doleiros” Dario Messer, investigado na Câmbio, Desligo, o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha e levou a Lava Jato SP a pedir domiciliar ao ex-diretor da Dersa, Paulo Vieira de Souza.
O Depen afirma que tem acompanhado com preocupação as decisões judiciais e estima, sem especificar a base do cálculo, que 30 mil presos teriam sido soltos.
“Considerando o número elevado de pessoas que saíram dos estabelecimentos penais, em alguns casos, até mesmo sem a utilização de tornozeleiras eletrônicas, solicitamos que os dados dos presos, inclusive seus endereços de prisão domiciliar, bem como a localização dos monitorados eletronicamente, sejam informados às polícias dos respectivos Estados para que seja providenciada a devida fiscalização aleatória do cumprimento dessas prisões domiciliares, notadamente para os casos mais graves”, informou às secretarias estaduais.
Segundo o departamento, a violação do regime domiciliar pode justificar a detenção do preso e a renovação de prisão cautelar (em casos de preventiva ou temporária) ou regressão ao regime fechado.
Moro recomenda avaliação ‘caso a caso’
O ministro Sérgio Moro, chefe da pasta ligada ao Depen, declarou em conferência que não é contra a orientação do CNJ, mas que juízes deveriam negar liberdade a presos tidos como perigosos, como suspeitos e condenador por homicídio, latrocínio ou organização criminosa.
“Essa recomendação, tem que ser avaliado caso a caso, mas temos tido notícia de informação em nossos órgãos sobre alguns casos presos perigosos sendo colocados em liberdade. Não é uma crítica à recomendação”, disse.
A recomendação do CNJ prevê a reavaliação de prisões provisórias a grupos vulnerárias ao coronavírus, situações de superlotação em presídios ou falta de atendimento médico nas unidades prisionais. A medida também determina a reavaliação de preventivas com prazo superior a 90 dias ou que resultem de crises de menor gravidade.
* Com Estadão Conteúdo
Assuntos
continue lendo
Brasil
Justiça suspende demissões em massa de trabalhadores das Casas Bahia
Decisão foi motivada por um pedido da Confederação Nacional dos Trabalhadores no Comércio (CNTC) para barrar as dispensas
- Latam confirma vazamento de dados de parcela dos clientes Jovem Pan · há 4 horas
- MP denuncia médica após morte de seis crianças em UTI em hospital do PR Estadão Conteúdo · há 8 horas
- Quem são os mortos em acidente entre micro-ônibus e caminhão no Paraná Jovem Pan · há 9 horas
- MP denuncia homem que matou ex e cachorro em mercado de São Paulo Jovem Pan · há 10 horas