Deputado do PSL diz que relator da reforma tem ‘quatro ou cinco versões’ do parecer

  • Por Jovem Pan
  • 17/04/2019 20h01 - Atualizado em 17/04/2019 20h05
Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência BrasilDeputado coronel Tadeu disse que o relator Marcelo Freitas (foto) pediu adiamento de uma sessão para repensar ou até mudar o seu relatório

O relator da reforma da Previdência, Marcelo Freitas (PSL), tem “quatro ou cinco” versões do parecer da proposta que será votada na terça-feira (23), segundo o deputado federal coronel Tadeu (PSL). De acordo com ele, mudanças estão sendo avaliadas após as discussões que ocorreram desde segunda-feira (15) na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), e o relator precisa “ter várias opções, porque o questionamento é feito por artigo por artigo, assunto por assunto”.

“É possível que ocorram mudanças no relatório, ele pediu um tempo, pediu adiamento de uma sessão para repensar ou até mudar o seu relatório”, disse Tadeu a jornalistas. “Pode ser que aconteça de realmente fazer uma nova avaliação e entender que realmente é inconstitucional algum ponto, frase ou assunto”, continuou, ao ser questionado sobre a possibilidade de haver um parecer que vá de encontro ao que foi apresentado pelo governo.

Coronel Tadeu afirmou que são pontos tidos como controversos os que envolvem o Benefício de Prestação Continuada (BPC), a aposentadoria do trabalhador rural, dos professores e a multa do FGTS. “A questão que eu entendo que é muito mais trabalhista, que fala do trabalhador aposentado que retorna ao trabalho e ele não teria direito ao FGTS. Essa é uma questão que difere do assunto Previdência e que realmente há um questionamento por parte do Centrão e da oposição”, disse o deputado.

Sobre a colocação de que Freitas teria mais um relatório entre o que irá apresentar na próxima semana, o correligionário afirmou que o “próprio colegiado cobra muito do relator”, observando que há pontos da proposta apresentada pelo governo que são “extremamente polêmicos”.

Para o coronel, é mais interessante “não comprar briga” sobre alguns pontos para que o conjunto da proposta não seja prejudicado. “Às vezes não é interessante você nesse momento, ou em nenhum momento, comprar uma briga prejudicando o conjunto, às vezes por questões pequenas, e que podem ser resolvidas”, completou.

O parlamentar ainda observou que a pressão do Centrão e da oposição “vem em um momento muito errado”, já que o mérito da proposta ainda será discutido na comissão especial. “Vão ter várias sessões depois na comissão especial para discutir mérito, não precisaria discutir agora. Mas muitos deles (deputados) batem em relação a inconstitucionalidade de alguns pontos. Por isso há que se ter um jogo de cintura, tanto do governo como da CCJ, para não prejudicar mais ainda o andamento da Previdência”, afirmou.

* Com informações da Agência Estado