Deputado estadual diz que salário de R$ 25 mil sofreu ‘achatamento’

Segundo ele, atualmente o valor recebido ‘não paga metade de um carro popular’

  • Por Jovem Pan
  • 25/09/2019 21h05
Reprodução/FacebookO parlamentar se referia ao fato de que o último reajuste salarial dos deputados ocorreu em fevereiro de 2015

O deputado estadual do Paraná Luiz Carlos Martins (PP) afirmou nesta terça-feira (24), em reunião da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa, que o salário de R$ 25,3 mil sofreu um achatamento nos últimos mandatos.

Segundo ele, atualmente o valor recebido “não paga metade de um carro popular”. “Nós não podemos esquecer a questão de salários, inclusive nós aqui da Assembleia também tivemos um achatamento salarial. Foi achatado, foi para baixo”, declarou.

O parlamentar se referia ao fato de que o último reajuste salarial dos deputados ocorreu em fevereiro de 2015. “Só para vocês terem uma ideia, no meu terceiro mandato aqui na assembleia, com um salário de deputado você ia na concessionária e comprava um carro zero da melhor qualidade. Hoje, você não compra metade, não paga metade de um carro popular”, completou.

No entanto, o deputado ressaltou que, comparado com “o quanto ganha um trabalhador da construção civil, por exemplo, é uma distorção”.

Procurador chama salário de R$ 24 mil de “miserê”

No início do mês, o procurador de Justiça Leonardo Azeredo dos Santos reclamou, em um áudio de uma reunião no Ministério Público de Minas Gerais (MP-MG), de seu salário de R$ 24 mil. Em fala com outros procuradores durante a discussão do orçamento da instituição para 2020, ele classificou a quantia como um “miserê”.

“Dentro do orçamento, não há qualquer perspectiva, nenhum sonho da administração de incrementar qualquer vantagem que aumente nossa remuneração?”, questionou. “Quero saber se nós, ano que vem, vamos continuar nessa situação ou se Vossa Excelência já planeja algo, dentro de sua criatividade, para melhorar nossa situação. Ou se vamos continuar nesse miserê aí”

Em seguida, Santos reiterou que faz “sua parte” e reclamou novamente da quantia que. Ele disse que está fazendo economia e que corre o risco de “virar pedinte”. “Deixei de gastar R$ 20 mil no cartão de crédito e passei a gastar R$ 8 mil. Nós vamos virar pedinte, quase? Será que estou pedindo muito, para o cargo que ocupo?”, perguntou.