Deputados têm direito a 70 médicos de 17 especialidades; assistência já custou R$ 93 milhões em 2019

  • Por Jovem Pan
  • 05/08/2019 14h50
Agência BrasilEm 2018, o valor gasto foi de R$ 100 milhões

A Câmara dos Deputados oferece gratuitamente aos seus 513 parlamentares um total de 70 médicos de 17 especialidades diferentes. Essa assistência médica e odontológica já custou R$ 93 milhões aos cofres públicos no primeiro semestre deste ano. Em 2018, o valor gasto foi de R$ 100 milhões. O total previsto para esse ano era inicialmente de R$ 117 milhões. As informações foram divulgadas nesta segunda-feira (5) pelo jornal O Estado de S. Paulo.

O valor paga a equipe médica própria e reembolsos com tratamentos particulares apresentados pelos parlamentares por meio de notas fiscais. O reembolso é oferecido para procedimentos não cobertos pelo plano de saúde oferecido pela Casa e, caso ultrapasse o total de R$ 50 mil, precisa ser aprovado pela Mesa Diretora da Câmara.

O plano de saúde conta com cobertura em rede nacional, ligado à Caixa Econômica Federal, nas áreas médico-hospitalar, odontológica, fisioterápica, fonoaudiológica, pisicossocial, médica domiciliar (home care) e psiquiátrica. O contrato é uma das despesas fixas mais altas da Câmara. Assinado em 2017, ele custa ao Parlamento R$ 445 milhões por dois anos de vigência.

Além do plano, a Câmara possui uma estrutura médica equivalente a um mini-hospital, que inclui tomógrafo e uma UTI móvel, com 70 médicos disponíveis no local para deputados (ativos e inativos), servidores e seus dependentes. Sua estrutura oferece atendimento médico e multidisciplinar, em nível ambulatorial e de emergência clínica, além de realizar exames complementares nas áreas de radiologia, laboratório e cardiologia, e pequenas cirurgias sem necessidade de internação.

No ano passado, o valor de reembolso gasto pela Câmara chegou a R$ 8 milhões. Desse valor, cerca de 40% foi pago apenas ao ex-deputado Sabino Castelo Branco (PTB-AM), que teve direito a reaver R$ 3,2 milhões após um longo período internado no Hospital Sírio-Libanês para tratar um acidente vascular cerebral (AVC).

*Com Estadão Conteúdo