Dilma dá “nota máxima” ao Brasil por Copa e diz que país calou desacreditados

  • Por Jovem Pan
  • 14/07/2014 15h12
Germany's defender and captain Philipp Lahm (L) receives The World Cup from Brazilian President Dilma Rousseff (C) as FIFA President Joseph Blatter (R) looks on after his team's victory in the final football match between Germany and Argentina for the FIFA World Cup at The Maracana Stadium in Rio de Janeiro on July 13, 2014. AFP PHOTO / JUAN MABROMATADilma Rousseff entrega taça do mundo para o capitão alemão

Em entrevista à TV Al Jazeera, a presidente Dilma Rousseff comemorou o desempenho do Brasil na realização da Copa do Mundo e ressaltou que o país superou todas as expectativas e calou os desacreditados.

“Nós não superamos só as questões concretas como garantir estádios prontos, aeroportos funcionando plenamente, uma segurança bastante firme, no que se refere à proteção das diferentes seleções e dos chefes de Estado que vieram nos visitar, mas também superamos uma campanha negativa contra a Copa do Mundo no Brasil”, disse a presidente.

Dilma ainda rebateu as críticas de que os recursos gastos nos estádios deveriam ser investidos em educação e saúde. “Tudo que nós investimos na Copa do Mundo vai ficar no Brasil, vai ficar para os brasileiros. Até porque, o que as pessoas levam do Brasil quando saem daqui depois da COpa, elas levam o bom tratamento que nós demos. Elas não levam estádios, não levam aeroportos nas suas malas. (…) Há um ganho imenso pro Brasil em ter feito essa Copa do Mundo. (…) No que se refere à infraestrutura, U$ 4 bilhões não é o que faz a diferença em relação à educação e saúde”, contou.

De acordo com a presidente, de 2010 a 2013, o país gastou U$ 850 bilhões de dólares com saúde e educação. Após ser questionada sobre a nota que daria para o Brasil com a realização da Copa do Mundo, Dilma afirmou que daria nota máxima.

A preocupação agora passa a ser com as olimpíadas de 2016, mas parece que o país ainda não aprendeu, já que a corrida contra o tempo para concluir as obras continua a mesma que tivemos para a organização do Mundial. Os jogos estão orçados em R$ 36 bilhões, apesar da estimativa de estouro no orçamento.

A construção Complexo Esportivo de Deodoro, que vai receber 11 modalidades, só começou no dia 3 de julho. As obras do Parque Olímpico e a Vila dos Atletas na Barra da Tijuca ainda estão na fase de fundações, terraplenagem e instalação de redes de esgoto.

O Rio de Janeiro convive com as críticas pela organização do Panamericano de 2007, além das denúncias de superfaturamento. O presidente do Instituto dos Arquitetos do Brasil no Rio de Janeiro, Pedro da Luz Moreira, avalia que a Copa não mudou a forma de se planejar no país.

“É fundamental uma cultura do projeto e do planejamento. Porque esse tempo que você pensa uma obra é super importante. Há no Brasil uma certa ansiedade de começar a fazer a obra, muitas vezes sem o projeto estar totalmente detalhado, sem o planejamento estar consolidado, muitas vezes sem a aprovação de parcelas expressivas da população brasileira. Tudo isso são coisas que vão, mais lá na frente, atrasar a obra, vão criar surpresas no orçamento da obra”, explicou Moreira.

O presidente do instituto ainda avaliou ser cedo para se falar qual o legado que as Olimpíadas poderão deixar para o Rio de Janeiro.