Dilma recebeu Collor por mais de duas horas no Alvorada

  • Por Estadão Conteúdo
  • 27/08/2016 16h57
Brasil, Brasília, DF, 15/07/2015. O senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL) durante sessão deliberativa no Senado Federal, em Brasília (DF), depois que a Polícia Federal deflagrou a Operação Politeia, que mira em políticos investigados no Supremo Tribunal Federal(STF) por suposto envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. Collor está entre os alvos da investigação. A PF apreendeu um Porsche, uma Ferrari e um Lamborghini na Casa da Dinda, residência particular usada pelo ex-presidente. - Crédito:ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:186377Fernando Collor no Senado

A presidente afastada Dilma Rousseff recebeu ontem à tarde, por mais de duas horas, uma visita do senador e ex-presidente Fernando Collor (PTC-AL), no Palácio da Alvorada. A conversa foi reservada e, segundo pessoas próxima a Dilma, o senador que a solicitou. Apesar disso, a abertura de Dilma faz parte de uma estratégia na reta final do impeachment para tentar reverter votos a seu favor.

Collor, que sofreu um processo de impeachment, não anunciou claramente o seu voto durante a sessão que decidiu pelo prosseguimento do processo de afastamento de Dilma Rousseff. Por outro lado, o senador não poupou críticas ao governo petista. Na ocasião, Collor comparou o processo de Dilma com o seu, em 1992, e defendeu que a chefe do executivo é a responsável por improbidades administrativas e deve responder por crime de responsabilidade.

A conversa com Collor, segundo um interlocutor de Dilma, aconteceu no mesmo momento em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que desembarcou ontem em Brasília para também tentar conquistar votos contra o impeachment, estava com o senador Edison Lobão (PMDB-MA). Lobão foi ministro de Minas e Energia nos governos de Lula e Dilma. Ele já votou contra a presidente afastada, mas agora diz estar indeciso.

O PT tenta ainda tenta atrair os senadores João Alberto (PMDB-MA) – que havia se posicionado a favor de Dilma, mas na última sessão foi contra – e Roberto Rocha (PSB-MA). A ordem da cúpula petista é atender às reivindicações de todos nas disputas municipais, mesmo que para isso seja necessário mudar parceiros nas alianças.