Doria pede que Bolsonaro pare de antecipar debate eleitoral: ‘Temos que cuidar da gestão’

Governador disse ainda que presidente não deveria brigar com parceiros comerciais

  • Por Jovem Pan
  • 09/09/2019 19h02
Renato S. Cerqueira/Estadão ConteúdoPara Doria, Bolsonaro deveria perder menos tempo com “confusões” e "cuidar mais do povo"

O governador do estado de São Paulo, João Doria (PSDB), cobrou que o presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL), pare de brigar com parceiros comerciais, como França e Alemanha, e desista de antecipar o processo eleitoral.

“Estamos a três anos e meio de eleição. É totalmente desnecessário antecipar o debate eleitoral. Temos que cuidar de gestão, não de eleição”, disse Doria.

O governador afirmou ainda esperar que a reforma da Previdência seja aprovada com a inclusão de estados e municípios. Segundo ele, não é justo pedir a prefeitos que façam uma reforma em ano eleitoral. Por isso,é necessário celeridade e apoio dos deputados à PEC paralela que tramita no Senado e que inclui os entes regionais nas mudanças previdenciárias.

Doria declarou também que espera que, após a aprovação da reforma, as mudanças tributárias sejam aprovadas. O tucano elogiou a atuação do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e disse acreditar que o Congresso vai continuar a ser protagonista de reformas.

Trocas de farpas

Doria e Bolsonaro têm trocado farpas nas últimas semanas, desde que o presidente criticou o governador por contratar financiamento do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) no período de 2009 a 2014, durante o governo petista, para comprar jatinhos da Embraer.

Doria rebateu as falas de Bolsonaro, que chegou a dizer que o tucano não seria uma ameaça na próxima eleição presidencial de 2022, pois já estaria “morto”. Na última quinta-feira (5), o governador repudiou as declarações do presidente sobre a Comissária dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU)Michelle Bachelet.

Para Doria, Bolsonaro deveria perder menos tempo com “brigas e confusões” que prejudicam a imagem do Brasil e “cuidar mais do povo”.

* Com informações do Estadão Conteúdo