É preciso ‘entender por que economia não cresce’ após reforma da previdência, diz Maia

  • Por Jovem Pan
  • 10/03/2020 09h57 - Atualizado em 10/03/2020 10h09
Marcelo Camargo/Agência Brasil Para o presidente da Câmara, o governo deveria ter encaminhado a PEC emergencial e as reformas tributária e administrativa no início de 2019

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na segunda-feira (9), em entrevista ao canal GloboNews, que a crise internacional que soma a epidemia do novo coronavírus a uma guerra de preços no petróleo afetará a economia brasileira. Para Maia, é necessário “entender por que nossa economia, depois da reforma da Previdência, não cresce” para o Brasil sair melhor deste momento.

O deputado disse também que a crise que reduziu o crescimento no Brasil não tem a ver com crise internacional. De acordo com Maia, a liberação de dinheiro do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e a redução da taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) não deram resultado. “Os números já são menores do que a expectativa que todos nós tínhamos”, disse.

Segundo o parlamentar, com a crise internacional, cabe agora ao governo comandar com “diálogo” e “serenidade” a reação do Estado brasileiro, “que é comandado pelo presidente da República, com outros Poderes”.

Reformas

Para o presidente da Câmara, o governo deveria ter encaminhado a PEC emergencial e as reformas tributária e administrativa no início de 2019. Segundo ele, o problema da retomada lenta não está no Congresso.

“As duas Casas (do Congresso) lideraram a reforma da Previdência. A Previdência caminhou porque resolvi comandar com líderes na Câmara, e o Davi (Alcolumbre) no Senado”, disse Maia.

O deputado declarou que “é óbvio” que o governo não ter uma relação organizada com o Parlamento atrapalha. “Se tinha a intenção de os líderes entregarem a PEC emergencial em 5 de dezembro e não aconteceu, foi por falta de organização da base de governo”, afirmou Maia que criticou ainda a equipe econômica do governo.

Segundo Maia, o que o país precisava discutir agora é o Fundo Nacional de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) e a redução da pobreza e da desigualdade.