Eduardo Cunha aceita pedido de abertura de processo de impeachment

  • Por Jovem Pan
  • 02/12/2015 18h49
Brasília- DF- Brasil- 22/10/2015- Presidente da Câmara, dep. Eduardo Cunha (PMDB-RJ) concede entrevista. Foto: Alex Ferreira/ Câmara dos DeputadosEduardo Cunha concede entrevista

O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, aceitou nesta quarta-feira (2), o pedido de abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Entre os sete pedidos de afastamento que ainda aguardavam resolução, ele acolheu o requerimento dos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Jr. “Quanto ao pedido mais comentado por vocês proferi a decisão com o acolhimento da denúncia. Ele traz a edição de decretos editados em descumprimento com a lei”, afirmou Cunha. “Não tenho nenhuma felicidade no ato que estou praticando”, completou.

Ele reforçou que não conversou com ninguém do Palácio e que foi “uma decisão de muita reflexão e dificuldade”. Cunha mencionou várias vezes o número recorde de pedidos de impedimento na história da política brasileira; para ele, essa situação “precisa ser atacada”. 

Eduardo Cunha rechaçou qualquer tipo de vaidade em seu pronunciamento: “não quis ocupar a presidência da Câmara para ser o protagonista da aceitação de um pedido de impeachment”.

Em sua conta no Twitter, o político falou sobre seu anúncio como atendendo “ao pedido das ruas”.

 

Sobre o pedido 

O pedido de impeachment acolhido por Eduardo Cunha foi elaborado pelo ex-petista Hélio Bicudo e conta com a assinatura do jurista Miguel Reale Jr. e de representantes de movimentos sociais.

O documento tem seus argumentos baseados em problemas de responsabilidade fiscal do governo de Dilma Rousseff, nas chamadas “pedaladas fiscais” e em fatos deste mandato e do anterior da presidente.

Momento Político

A decisão ocorre no mesmo dia em que o PT decidiu votar contra Eduardo Cunha no Conselho de Ética. A bancada do partido optou por votar favoravelmente ao parecer do deputado Fausto Pinato (PRB-SP), que pede a continuiddade do processo contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) no Conselho de Ética por suposta quebra de decoro parlamentar.