Em Davos, Bolsonaro diz que Brasil está de ‘braços abertos’, exalta ministros e promete economia aberta

  • Por Jovem Pan
  • 22/01/2019 12h45
EFE“Estamos aqui porque queremos, além de aprofundar laços de amizade, aprofundar relações comerciais”, disse Bolsonaro na abertura do fórum de Davos

Na abertura da 39ª edição do Fórum Econômico Mundial, que reúne a elite política e econômica global, em Davos, na Suíça, nesta terça-feira (22), o presidente Jair Bolsonaro destacou a disposição do Brasil na abertura econômica, no combate à corrupção e no compromisso com a democracia.

Em discurso curto, conforme antecipado pelo próprio presidente, Bolsonaro afirmou que “estamos de braços abertos” para os países que desejarem investir no Brasil. “Quero mais que um Brasil grande, quero um mundo de paz, liberdade e democracia (…) Estamos aqui porque queremos, além de aprofundar laços de amizade, aprofundar relações comerciais”, disse.

Bolsonaro exaltou ainda dois de seus ministros: Paulo Guedes (Economia) e Sergio Moro (Justiça e Segurança Pública). “Assumi o Brasil em uma profunda crise ética, moral e econômica. Temos o compromisso de mudar nossa história. Pela primeira vez um presidente montou uma equipe de ministros qualificados, não aceitando ingerências político-partidárias que, no passado, apenas geraram ineficiência do Estado e corrupção”, ressaltou.

“Meu ministro Sergio Moro é o homem certo para o combate à corrupção e lavagem de dinheiro. Vamos investir pesado na segurança para que vocês nos visitem. Conheçam nossa Amazônia, nossas praias, cidades e o Pantanal. Brasil é um paraíso, mas ainda pouco conhecido. Somos o país que mais preserva o meio ambiente”, disse.

Bolsonaro citou o crescimento do agronegócio brasileiro e foi enfático: “queremos governar pelo exemplo e que o mundo restabeleça a confiança que sempre teve em nós”.

Ao citar a parte econômica, Bolsonaro não entrou em detalhes sobre a reforma da Previdência, tema ainda em discussão e que pode ir à votação no Congresso em fevereiro. “Gozamos de credibilidade para fazer as reformas de que precisamos e que o mundo espera de nós (…) Vamos diminuir a carga tributária, simplificar normas, investir e gerar empregos”, afirmou.

Bolsonaro citou ainda estabilidade macroeconômica e a privatização como forma de equilibrar as contas públicas. “Brasil ainda é uma economia fechada, e mudar isso é um dos maiores compromissos deste Governo”.

“Até o fim do mandato, nossa equipe econômica, liderada por Paulo Guedes, nos colocará no ranking dos 50 melhores países para fazer negócios”, declarou.

Compromissos

Na noite desta terça-feira (22), o presidente tem jantar com o fundador do Fórum Econômico Mundial, professor Klaus Schwab.

Nesta quarta (23), Bolsonaro participa de jantar fechado com os presidentes da Colômbia, Iván Duque; do Equador, Lenín Moreno; do Peru, Martín Vizcarra; e da Costa Rica, Carlos Alvarado Quesada. Os cinco presidentes latino-americanos assistirão a uma apresentação do presidente-executivo da Microsoft, Satya Nadella.

Na quinta-feira (24), está prevista a participação do presidente num almoço de trabalho sobre a globalização 4.0, que trata da quarta revolução industrial proporcionada pela tecnologia e é o tema do Fórum Econômico Mundial este ano.

Depois, a comitiva retorna a Zurique, de onde embarca de volta para Brasília, chegando à capital federal na sexta-feira (25).

Agenda de Paulo Guedes

Os ministros terão agendas paralelas em Davos. Paulo Guedes tem previstas reuniões com a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, e encontros com o diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Roberto Azevêdo; com o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Roberto Moreno, e com o secretário-geral da Câmara de Comércio Internacional, John Denton. O ministro da Economia também se encontrará com o secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin.

Guedes também pretende reunir-se com empresários das áreas de infraestrutura, logística, energia e tecnologia e representantes de fundos de investimentos e fundos soberanos. Nos encontros, o ministro informará que a equipe econômica trabalha numa agenda calcada em quatro pilares: reforma da Previdência, privatizações, reforma administrativa e abertura comercial.