Em comunicado, Deltan Dallagnol responde acusações de jornal

  • Por Jovem Pan
  • 26/07/2019 09h35
ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO CONTEÚDOEm entrevista ao jornal da Manhã, Deltan afirmou que se afastou do caso e declarou “conflito de interesses” imediatamente após descobrir que a empresa de tecnologia era citada na Lava Jato

O procurador e coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallagnol, respondeu, nesta sexta-feira (26), as acusações de uma matéria publicada no jornal Folha de S. Paulo na manhã de hoje que, em parceria com o site The Intercept Brasil, disse ter encontrado indícios de que Deltan recebeu R$ 33 mil por essa palestra.

Em entrevista ao jornal da Manhã, ele afirmou que se afastou do caso e declarou “conflito de interesses” imediatamente após descobrir que a empresa de tecnologia onde deu uma palestra no início de 2018, Neoway, havia sido citada em um acordo de delação da Operação Lava Jato.

Além disso, o procurado divulgou um comunicado oficial à imprensa. Confira:

A respeito da matéria que a Folha publicou hoje, o procurador Deltan Dallagnol afirma ter atuado com absoluta correção. Ele não reconhece as mensagens que têm sido atribuídas aos integrantes da força-tarefa, que são fruto de crime e não tiveram contexto e veracidade confirmados. Sem entrar no conteúdo das mensagens, é importante esclarecer o que ocorreu. Seguem documentos que explicam o ocorrido. É importante agregar informação sobre a linha do tempo: o procurador Deltan Dallagnol jamais participou de negociação ou ato de negociação do acordo de colaboração mencionado na reportagem, que era de responsabilidade da procuradoria-geral da República. Ele não esteve entre os procuradores da força-tarefa designados para atuar no acordo. Assim que tomou conhecimento da menção da empresa Neoway no acordo, o procurador informou os colegas, em meados de 2018. Após o acordo ser homologado pelo Supremo, o termo de depoimento do colaborador sobre a empresa foi enviado para a força-tarefa em Curitiba. Assim que recebido, o procurador, no início de junho deste ano, declarou-se suspeito e o caso foi redistribuído para procurador de fora da força-tarefa. Além disso, por questão de transparência e prestação de contas, o procurador encaminhou ofício ao corregedor do Ministério Público Federal explicando toda a situação. Isso ocorreu logo após o caso descer para Curitiba e antes da divulgação das supostas mensagens. O corregedor, entendendo não haver nada de errado, arquivou o ofício.