Em nota, Renan diz que suas opiniões são públicas e se desculpa com Aécio

  • Por Estadão Conteúdo
  • 25/05/2016 10h26
Brasília - Presidente do Senado, Renan Calheiros, na sessão para discutir e votar o parecer do Conselho de Ética que pede a cassação do mandato do senador Delcídio do Amaral (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil - 10/05/16 Renan Calheiros na Presidência do Senado - ABR

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), publicou nota em que diz que o teor da conversa que teve com Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetroo, é público e já foi dito outras vezes a jornais.

“As opiniões do senador sempre foram publicamente noticiadas pelos veículos de comunicação, como as críticas ao ex-presidente da Câmara dos Deputados (Eduardo Cunha). A possibilidade de alterar a lei de delações para, por exemplo, agravar as penas de acusações não confirmadas e notícias sobre acordos premiados de empreiteiras, todas foram, fartamente, veiculadas”, diz a nota.

No texto, a assessoria diz que Renan recebe todos aqueles que o procuram para conversar e que defende, nos diálogos, seus pontos de vista, mas todos “evidentemente dentro da Lei e da Constituição”.

Renan também se desculpou com o presidente do PSDB, Aécio Neves (MG), e diz ter se expressado “inadequadamente”. No diálogo, revelado pelo jornal Folha de S.Paulo, Renan diz que todos os políticos estão “com medo” da Lava Jato e cita particularmente Aécio, dizendo que o tucano pediu que ele verificasse se ainda havia mais alguma informação da delação que o ex-senador Delcídio Amaral (sem partido – MS) fez citando o seu nome. No texto, o peemedebista diz que o senador mineiro expressava “indignação e não medo” com a citação do ex-senador Delcídio.

Por fim, Renan defende que o teor da conversa não sugere qualquer intervenção na Lava Jato. “E não seria o caso, porque nada vai interferir nas investigações”. A assessoria do presidente do Senado não menciona, no documento, partes do diálogo nas quais se refere à presidente afastada Dilma Rousseff.