Encontro serviu como ‘vitrine’ para presidente

  • Por Estadão Conteúdo
  • 06/09/2016 08h24
KOCH01. Hangzhou (China), 04/09/2016.- Chinese President Xi Jinping (C) takes a group photo with Indian Prime Minister Narendra Modi (2-L), Brazil's President Michel Temer (L), Russian President Vladimir Putin (2-R) and South Africa's President Jacob Zuma (R) at the West Lake State Guest House in Hangzhou, China, 04 September 2016. The G20 Summit will be held in Hangzhou on 04 to 05 September. EFE/EPA/SERGEI GUNEEV / SPUTNIK / KREMLIN POOL EFE/EPA/SERGEI GUNEEV Líderes do Brasil (Michel Temer)

O ministro das Relações Exteriores, José Serra, disse não ter percebido “nenhum sinal, nem remoto” de questionamento do processo de impeachment durante a visita de quatro dias do presidente Michel Temer à China, onde participou de reunião anual do G-20. O peemedebista viajou ao país asiático poucas horas depois de ter assumido o comando do Brasil de maneira definitiva.

“Ninguém fez perguntas sobre o assunto nas reuniões bilaterais nem no almoço de chanceleres de que participei”, disse Serra ao Estado. Mas o tucano observou que tomou a iniciativa de descrever a mudança política no Brasil aos demais ministros das Relações Exteriores das 20 maiores economias do mundo. Serra afirmou que não está “preocupado” com a legitimidade internacional do novo governo. Em sua avaliação, ela é uma consequência “natural” da posse do presidente depois do impeachment. 

A viagem de Quatro dias à China deu a Temer a oportunidade de aparecer ao lado dos principais líderes mundiais logo depois de sua confirmação no cargo de presidente. Além do encontro do G-20, o brasileiro teve reuniões bilaterais com cinco dirigentes estrangeiros e recebeu três convites de visitas ao exterior. O primeiro encontro foi com o anfitrião, Xi Jinping, que convidou Temer para uma visita de Estado, considerada a mais elevada do protocolo internacional, com revista às tropas e banquete de gala. 

Na última segunda-feira, 5, o brasileiro se reuniu com o primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, a quem manifestou o interesse do Brasil de atrair investimentos na área de infraestrutura e de ampliar a exportação de produtos agropecuários. Temer também esteve com os primeiros-ministros da Espanha, Mariano Rajoy, e da Itália, Matteo Renzi. Rajoy convidou Temer a visitar a Espanha e recebeu o convite de visitar o Brasil. Renzi propôs o envio de uma missão de 300 empresários ao Brasil, em data a ser definida. Também houve reunião com o vice-primeiro-ministro da Arábia Saudita, príncipe Mohammad bin Salman. Cumprindo os encontros que havia planejado antes da viagem à Ásia, o presidente brasileiro viu a conferência como uma ‘vitrine’ para seu novo governo.