Ernesto Araújo prestará esclarecimentos sobre proposta de Trump para Israel e Palestina

  • Por Jovem Pan
  • 03/03/2020 17h25
Alan Santos/PRO ministro Ernesto Araújo vai ao Senado nesta quinta-feira (5)

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, comparecerá ao Senado na quinta-feira (5) para prestar informações sobre a posição brasileira em relação ao plano de paz apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o conflito entre Israel e Palestina. O chanceler atende um convite do senador Esperidião Amin (PP-SC), aprovado pela Comissão de Relações Exteriores (CRE). A audiência pública está marcada para começar às 10h.

Divulgado pelo governo norte-americano no dia 28 de janeiro, o plano prevê o reconhecimento de Israel e Palestina como estados soberanos. Jerusalém permaneceria indivisível como capital israelense, enquanto o povoado de Abu Dis abrigaria a capital do Estado palestino. Lideranças palestinas criticaram a proposta, considerando que ela favorece os interesses de Israel.

Amin destacou que, um dia após a apresentação do plano, o Itamaraty divulgou uma nota de apoio à proposta de Trump. Para o senador, a postura do Itamaraty representa uma “mudança de posição”.

“O Brasil tem uma história de relação tanto com Israel quanto com a Palestina. Nenhum país do mundo tem uma relação tão diplomática, tão intensa. Chamar o ministro para explicar essa mudança da posição do Brasil não significa contestar. Mas ignorar isso, creio que seria uma irresponsabilidade”, disse o senador quando o convite foi aprovado, no início de fevereiro.

Senadores também querem aproveitar a audiência para ouvir de Araújo as perspectivas da política externa brasileira para 2020, conforme sugestão do presidente da CRE, senador Nelsinho Trad (PSD-MS).

“Em um cenário externo complexo, em que às antigas questões, como a busca de paz no Oriente Médio, adicionam-se novos desafios, como a disputa comercial entre EUA e China, a epidemia do coronavírus e os recentes incidentes entre EUA e Irã, há inúmeras situações sensíveis, que requerem um posicionamento adequado do Brasil”, justifica o senador em outro requerimento também aprovado.

*Com Agência Senado