“Essa leviandade não pode prevalecer”, diz Temer sobre citação de Machado

  • Por Jovem Pan
  • 16/06/2016 11h12
BRA01. BRASILIA (BRASIL), 24/05/2014.- El presidente interino de Brasil, Michel Temer, declaró hoy, martes 24 de mayo de 2016, que si está en el poder es "consecuencia de la constitución", al iniciar una reunión con sus ministros y un grupo de parlamentarios en el Palacio de Planalto en Brasilia (Brasil). "Quiero refutar a quienes todo el tiempo dicen que en Brasil hubo una ruptura constitucional, porque eso no es cierto, porque yo soy producto de la Constitución", afirmó Temer. EFE/FERNANDO BIZERRA JR EFE/Fernando Bizerra Jr. Michel Temer anuncia medidas econômicas

O presidente em exercício Michel Temer (PMDB) respondeu na manhã desta quinta-feira (16) pela primeira vez à acusação de que teria pedido para o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, R$ 1,5 milhão em propina para a campanha do então candidato à Prefeitura de São Paulo e copartidário Gabriel Chalita, em 2012. O suposto pedido, que seria pago por empreiteiras que tinham contratos com a subsidiária da Petrobras, foi revelado no acordo de delação premiada de Machado com a Operação Lava Jato.

“A primeira afirmação que devo fazer é esta: quando alguns deixam passar em branco, eu não deixarei. Deve revelar, e falo com palavras indignadas, mas ao meu estilo, para registrar que essa leviandade não pode prevalecer”, disse Temer, pedindo primeiro a “palavra como homem” e depois “como presidente da República em exercício”, “que nesse momento conduz os destinos do País”.

Temer disse também no Palácio do Planalto que “alguém que teria cometido aquele delito irresponsável que o cidadão Machado apontou não teria condições para presidir o País”.

O peemedebista citou os projetos econômicos que sua equipe tem proposto e disse que, em meio a essa tentativa de resgate da confiança na economia, “surge um fato leviano como esse (a citação na delação de Machado) que embaraça ou pode embaraçar a atividade governamental”.

“Mas eu quero registrar em alto e bom som: nada embaraçará nosso dever e tarefa de fazer, com uma equipe extraordinária (…), nada impedirá que continuemos a trabalhar em prol do povo brasileiro”, afirmou Temer ao final do breve pronunciamento em Brasília.

Economia

“Ao longo deste mês nós praticamos os mais variados gestos com vistas a tirar o País da crise profunda em que mergulhou”, disse Temer, referindo-se à eliminação de cargos, de ministérios e cargos comissionados. “Tivemos uma relação muito fértil com o Congresso Nacional”, elogiou também o presidente, defendendo a “harmonia” para o País.

“Tivemos a coragem e a ousadia de propor um plano que fixa teto para os gastos públicos”, gabou-se também. “Esse teto fixado por um projeto muito adequado, e outros projetos virão, é um projeto de uma seriedade extraordinária”, disse.

Apontando a necessidade de ajuste fiscal nas contas públicas, Michel Temer garantiu ainda que “outros peojetos virão”.