Estados iniciam redução e doação de salários para custear ações na saúde

  • Por Jovem Pan
  • 23/04/2020 08h37 - Atualizado em 23/04/2020 08h37
Aline Alcântara/Estadão ConteúdoA Alesp apresentou um plano de corte de gastos que deve gerar uma economia de R$ 320 milhões que será destinada para ações de combate ao coronavírus

Estados e municípios começam a reduzir gastos com custeio para direcionar mais verbas para o combate ao coronavírus. Em Goiás, Pará e São Paulo, autoridades já discutem reduções de mais de 20% nos salários.

Nesta quarta-feira (22), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (DEM), propôs corte de 20% nas despesas do Executivo, Legislativo e Judiciário do seu Estado para garantir o pagamento do salário dos servidores e direcionar recursos para a saúde. A redução também vale para o Ministério Público, a Defensoria Pública e o Tribunal de Contas do Estado de Goiás.

Caiado de outros chefes de Poderes de Goiás já vinham se reunindo nas últimas semanas buscando uma proposta que fizesse frente à queda de arrecadação do Estado. Segundo ele, se o governo federal não repassar mais recursos, será necessário reduzir na folha de pagamento.

“Estou num impasse. Vou dosando de acordo com a arrecadação, mas não posso perder o apoio dos servidores. Se não chegarem recursos federais, o corte de custeio pode não ser suficiente e vou ter que entrar na folha de pagamento”, disse Caiado.

O governador Helder Barbalho (MDB), do Pará, anunciou que vai doar três meses de salário a um fundo para combater a covid-19. Ele espera que outras autoridades também sigam o exemplo.

“Decidi que vou doar, a partir deste mês, três meses do meu salário para o fundo de combate ao novo coronavírus no Pará. O valor total é de R$ 67.148,19. Espero que esta pequena atitude estimule outros poderes a se juntarem a mim”, escreveu ele no Twitter.

Em São Paulo, a Assembleia Legislativa (Alesp) e a Câmara Municipal devem votar nesta quinta-feira (23) pacotes de cortes. A Alesp apresentou um plano de corte de gastos que deve gerar uma economia de R$ 320 milhões.

Na Câmara, o projeto reduz em 30% os salários dos vereadores da capital enquanto estiver em vigor o estado de calamidade pública. A expectativa é que as medidas passem a vigorar a partir do dia 1.º de maio.

*Com informações do Estadão Conteúdo