“Estaremos juntos nas eleições de 2018”, diz Doria sobre Alckmin

  • Por Jovem Pan
  • 16/09/2017 14h54 - Atualizado em 16/09/2017 14h58
João Doria beija cabeça de bebê e ostenta bandeira do Brasil, mas nega fazer pré-candidatura, ao inaugurar reforma no Largo Batata em Pinheiros na manhã deste sábado (16)

O prefeito de São Paulo visitou a capital da Argentina nesta semana onde se encontrou com o presidente Maurício Macri e o prefeito de Buenos Aires, Horácio Larreta. Ainda no país vizinho, ele concedeu uma entrevista exclusiva ao enviado especial da Jovem Pan, Daniel Lian.

João Doria Jr. falou sobre diversos temas, como o teor da visita, buracos em São Paulo, viagens e suposto “abandono” da gestão, cracolândia e eleições em 2018.

Ouça a entrevista completa e leia os principais trechos:

2018

Doria assumiu “a mesma” opinião do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, que defendeu recentemente a realização de prévias partidárias no PSDB para a escolha do candidato tucano ao pleito presidencial do ano que vem, bem como o uso de pesquisas eleitorais para se observar o mais bem avaliado.

“Podemos ter prévias e também pesquisas”, disse o prefeito e pré-candidato não assumido. “Ambas vão monitorar e orientar a decisão do partido, provavelmente no final deste ano ou no início do ano que vem para definição da candidatura que, ao meu ver, será vitoriosa para as eleições presidenciais de outubro de 2018″, disse.

Questionado sobre a comparação a José Serra, criticado por abandonar a Prefeitura da capital em 2006 para concorrer ao governo do Estado, Doria elogiou a atitude companheiro de partido e atual senador.

“Serra venceu o (pleito pelo) governo de São Paulo. Deixou um grande vice-prefeito, Gilberto Kassab, que fez uma boa gestão, tanto que foi reeleito. É uma circunstância muito mais pelo lado positivo do que pelo lado condenatório”, disse.

Doria negou, no entanto, que se apresente como candidato.

“Não me apresento como candidato à Presidência da República e nem disse que vou abandonar ou desistir da Prefeitura de São Paulo. Fui eleito para ser prefeito e é o que eu tenho feito”, reiterou.

Relação com Alckmin

Doria também reafirmou os laços com seu padrinho político e também pré-candidato, o governador Geraldo Alckmin, e com o PSDB.

“Eu permaneço no PSDB, partido ao qual sou filiado desde 2001 e do qual o governador Geraldo Alckmin é um dos fundadores. Não há razão para estarmos distantes, separados. Estaremos juntos nas eleições de 2018 fortalecendo o PSDB e sua base aliada também, fazendo o melhor pelo Brasil”, afirmou à Jovem Pan.

Viagens

De Buenos Aires, o prefeito voltou a negar que tenha abandonado a gestão de São Paulo.

“Estou trabalhando. A diferença é que eu sou moderno. Utilizo tecnologia, mantenho a cidade sintonizada”, disse, elogiando também a atuação do vice Bruno Covas e de sua equipe.

Buracos

Doria contou também como pretende solucionar os problemas dos buracos nas ruas da capital, anunciou em primeira mão à Jovem Pan que “em 10 de outubro começa ‘para valer’ o programa Asfalto Novo” e fez uma promessa ousada.

Ele aproveitou para acusar o PT pelo problema da cidade.

“Precisamos trabalhar. Precisamos tapar os buracos do PT. Recebemos de presente da administração do PT 650 mil buracos na cidade agravados pelas chuvas recordes de verão”, declarou.

Segundo Doria, a demora para atender o problema se deveu também à “falta de recursos”.

O programa “tapa-buracos” foi retomado desde o início de setembro sob a liderança do vice Covas. “Todo dia cada prefeitura regional (nome da gestão Doria para as subprefeituras) tem 120 toneladas de massa asfáltica”, disse Doria. 

“A nossa meta é chegar até 30 de dezembro com 85% de todos os buracos da cidade fechados”, prometeu o prefeito.

Dívida

Doria diz que herdou R$ 7,5 bilhões de déficit na cidade, o que corresponderia a 15% do orçamento.

Ele diz que pratica “contingenciamento, redução de despesas, busca de fontes de financiamento diferenciadas”. Doria espera receber mais recursos também do Estado (pelo programa Desenvolve SP) e da União (pelo BNDES).

“Sem dúvida 2018 será melhor”, diz o prefeito em relação às contas do município, projetando um crescimento de 2,5% da economia do País.

Cracolândia

Doria elogia as ações da Prefeitura e do governo Alckmin na dispersão de adictos do centro de São Paulo. O prefeito diz que o problema foi “diminuído, não resolvido”.

Ele garantiu, porém, que prometeu que “a cracolândia fisicamente no espalo da (Rua) Dino Bueno e (Rua) Helvetia terminaria – e terminou – não volta mais”.

O tucano afirmou que no local haverá “ação policial permanente” e recuperação urbana dos espaços, com esporte e lazer.