Eunício diz que investigação relacionada a JBS deve ser “profunda”

  • Por Estadão Conteúdo
  • 05/09/2017 17h42
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Brasília - O presidente do Senado, Eunício Oliveira, fala à imprensa ao chegar ao Congresso Nacional (Marcelo Camargo/Agência Brasil) Marcelo Camargo / Agência Brasil Presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), ressalta que é contra os delatores que contam "qualquer história para não serem presos"

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), defendeu nesta terça-feira, 5, que as investigações relacionadas às delações da JBS sejam profundas e cortem “na carne” de quem praticou “atos adversos”. O peemedebista aproveitou o anúncio do procurador-geral da República (PGR) para criticar os vazamentos seletivos e pontuais à imprensa.

“Quando aconteceram primeiras delações, eu vim dizer que era contra os vazamentos. As investigações precisam ser bem feitas, concluídas e depois anunciadas. Eu, da mesma forma, espero e tenho certeza que o MP não tem compromisso com o erro. Espero que as investigações sejam verdadeiramente aprofundadas. E se tiver que cortar, que corte nas carnes de quem praticou atos adversos à moral e à boa pratica pública”, afirmou o senador.

O presidente do Senado ainda aproveitou para criticar delatores que contam “qualquer história” para não serem presos. “(Os vazamentos) colocam nomes à disposição da opinião pública, por homens que cometeram delitos e, para não serem presos, contam qualquer história”, disse.

Questionado se o possível cancelamento da delação da JBS enfraquece as denúncias contra o presidente Michel Temer, Eunício preferiu não opinar para ficar “isento”.

“O Senado não participa desse processo (da denúncia contra Temer), é um processo que cabe exclusivamente à Câmara. E, como cabe ao presidente do Congresso, Eunício Oliveira, conduzir um eventual processo de eleição indireta, prefiro ficar distante para me manter isento”, complementou.

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