‘Ditadura do Judiciário’, diz ex-candidata que foi alvo de buscas por fake news

  • Por Jovem Pan
  • 16/04/2019 17h28 - Atualizado em 16/04/2019 17h54
Reprodução/FacebookUm computador e um tablet foram apreendidos na casa da ex-candidata a deputada federal

Agentes federais apreenderam, na manhã desta terça-feira (16), um computador e um tablet na casa da estudante de direito e ex-candidata a deputada estadual de São Paulo Isabella Trevisani, uma das sete pessoas investigadas no inquérito sobre supostas fake news contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).

Isabella não estava em casa e quem atendeu a Polícia Federal foi a sua mãe. “Acabei de ficar sabendo que a Polícia Federal já esteve na minha casa, já fez busca e apreensão, já levou meu computador. Ela já esteve lá às 6h da manhã”, disse a ex-candidata em vídeo publicado no Facebook.

Segundo ela, essa é a “ditadura do Judiciário querendo calar o povo brasileiro que luta contra eles nas ruas, querendo impedir e censurar de todas as maneiras possíveis”. Ela falou, ainda, que não se intimidará e continuará nas ruas contra “esse desrespeito”.

“Então, eu só tenho um recado a vocês. Ministro Alexandre de Moraes, ministros do STF brasileiro, a hora de vocês está chegando. Vou tacar mais ovos nos carros, nos prédios, onde eu conseguir”, declarou.

Além de Isabella, foram alvo da operação nesta terça o general da reserva Paulo Chagas, o membro da Polícia Civil de Goiás Omar Rocha Fagundes, Carlos Antonio dos Santos, Erminio Aparecido Nadini, Gustavo de Carvalho e Silva e Sergio Barbosa de Barros.

Policiais federais cumpriram mandados expedidos pelo STF. O inquérito apura fake news, falsas comunicações de crimes, denunciações caluniosas, ameaças e outras infrações contra a “honorabilidade e a segurança do STF, de seus membros” e alcança familiares dos ministros “quando houver relação com a dignidade” deles.

A investigação mira também supostos “esquemas de financiamento e divulgação em massa nas redes sociais, com o intuito de lesar ou expor a perigo de lesão a independência do Poder Judiciário e ao Estado de Direito”.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, comunicou o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que decidiu arquivar o inquérito aberto pelo presidente da Corte, Dias Toffoli. Moraes é o relator do caso.