Ex-diretor de Serviços será ouvido pela CPI da Petrobras na próxima quinta-feira

  • Por Agência Brasil
  • 12/03/2015 15h30
CURITIBA, PR - 03.12.2014: LAVA JATO - Renato Duque deixa a PF - O ministro do STF Teori Zavascki, relator da Operação Lava Jato na corte, acatou um pedido da defesa do ex-diretor de serviços da Petrobras Renato Duque e determinou sua soltura. Duque estava preso desde o último dia 14. Ele foi detido junto com outros 22 executivos e funcionários de empreiteiras suspeitas de participar de um esquema de fraude em licitações nas obras da Petrobras. (Foto: Geraldo Bubniak /AGB/Folhapress)Renato Duque deixa a Polícia Federal

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras vai ouvir o ex-diretor de Serviços Renato Duque na quinta-feira (19). A informação foi dada pelo presidente da comissão, deputado Hugo Motta (PMDB-PB), hoje (12) após o depoimento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha.

De acordo com Motta, na terça-feira (17), a comissão fará uma reunião de trabalho. No momento a CPI ouve o depoimento do ex-presidente da Petrobras José Sérgio Gabrielli.

Ao contrário de Cunha, que compareceu espontaneamente para depor na comissão, Renato Duque, assim como José Sergio Gabrielli, foram convocados a prestarem depoimentos na comissão, cuja presença é obrigatória. Duque é suspeito de participar do esquema de superfaturamento de contratos da Petrobras, da formação de cartel por empreiteiras e do pagamento de propina a partidos e agentes políticos. Ele foi citado pelo doleiro Alberto Youssef e pelo ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, réus no processo da Operação Lava Jato, da Polícia Federal.

O ex-diretor de Serviços também teve o nome citado na nona fase da Operação Lava Jato, que segundo a PF buscou provas contra 11 operadores do esquema de corrupção na Petrobras que atuaram na Diretoria de Serviços da empresa durante a gestão do ex-diretor Renato Duque.

Duque foi detido em 14 de novembro do ano passado, na sétima fase da Operação Lava Jato e ficou em liberdade no início de dezembro. O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, chegou a emitir parecer favorável a nova prisão por entender que existia o risco de Duque sair do país.