Ex-presidente do STF diz que plebiscito da reforma política pode ser “cheque em branco”

  • Por Jovem Pan
  • 30/10/2014 09h04

O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Ayres Britto disse nesta quinta-feira (30), em entrevista exclusiva à JOVEM PAN, que o Brasil precisa de uma reforma política e falou em “cuidado” com referendo e plebiscito. Ele explicou que há uma distância substancial entre ambos.

“O plebiscito é uma consulta à população com termos muito resumidos, duas perguntas de multipla excludência. (…) Mas os detalhes disso, o processo, as formas, os desdobramentos de conteúdo tudo volta para o Congresso Nacional”, afirmou.

Ainda de acordo com ele, o plebiscito pode se tornar uma espécie de cheque em branco, em que o eleitor coloque a assinatura, porém, com o cheque preenchido pelo Congresso.

“O referendo se revela de maior segurança para o eleitorado, é mais confiável porque no referendo o Senado debate a matéria, vota a matéria, aprova a matéria e se submete a uma espécie de endosso, de confirmação ou não do eleitorado”, disse.

Britto explicou também que, com isso, o eleitorado saberia o que se estaria votando pela fato de ter havido uma discussão no Congresso Nacional. Além disso, com o referendo há uma possibilidade maior de as mudanças propostas funcionarem.

Entenda o por quê na entrevista completa no áudio acima do jornalista JOVEM PAN Anchieta Filho.