Família é encontrada morta em hotel de Florianópolis

  • Por Estadão Conteúdo
  • 06/07/2018 11h23 - Atualizado em 06/07/2018 13h07
PM/ DivulgaçãoPolícia Militar isolou a área no bairro Canasvieiras

Cinco corpos foram encontrados nesta sexta-feira, 6, em um hotel na praia de Canasvieiras, um dos principais destinos turísticos de Florianópolis. A informação foi confirmada pela Polícia Militar de Santa Catarina. Segundo a imprensa local, as vítimas eram da mesma família e foram encontradas amarradas. A única sobrevivente seria uma funcionária do hotel, que teria conseguido fugir e chamar a polícia.

Informações preliminares apontam que três homens armados fizeram seis pessoas reféns e cinco vítimas foram mortas por asfixia. De acordo com o site G1, símbolos de uma facção criminosa foram deixados na parede do local.

Um corpo foi encontrado pelos policiais na lavanderia do hotel, dois em quartos no segundo andar e os demais no terceiro andar. Aparentemente, não houve disparo de arma de fogo, mas os agentes detectaram gasolina espalhada pelos locais onde as vítimas foram encontradas.

Polícia suspeita de vingança

A Polícia Civil trabalha com a hipótese de execução por rivalidade no tráfico de drogas na chacina.

“É a nossa principal linha de investigação”, disse o delegado da Homicídios, Ênio Matos. A parede pichada pelos criminosos com as iniciais da facção PCC (Primeiro Comando da Capital) e a informação de que a família é de São Paulo estão entre os indícios que sustentam a afirmação do titular da Polícia Civil.

De acordo com o Instituto Geral de Pericias (IGP), a provável causa da morte é asfixia. Quem chamou a Polícia Militar foi uma funcionária do local, que chegou a ser detida pelos criminosos, mas conseguiu escapar.

Em depoimento à polícia, a jovem contou que três homens armados invadiram o edifício por volta das 16h desta quinta-feira, 6, e renderam o proprietário Paulo Gaspar Lemos, 78 anos, seus três filhos Paulo, 51, Katya, 50, e Leandro, 44, além do gerente Ricardo Lora, 39. Destes, tinham passagem pela polícia Paulo, por calúnia, difamação e injúria, e Leandro, por apropriação indébita.

O tenente-coronel Marcelo Pontes, que atendeu à ocorrência, relatou que havia um cheiro forte de gasolina, mas nenhuma marca de tiro. Os corpos estavam em cômodos separados, deitados de bruços e com os pés, pescoços e mãos amarrados.

Um dos corpos foi localizado pelos policiais no subsolo, na lavanderia, dois no segundo andar e o restante no terceiro andar, cada um deles em um quarto. O hotel de 4,6 mil metros quadrados foi isolado para perícia.