Fernandinho Beira-Mar elogia Marcola e diz que pensa em ‘ter uma vida diferente’

  • Por Jovem Pan
  • 26/04/2019 17h42
Reprodução/RecordBeira-Mar foi condenado a 317 anos de prisão e está na cadeia desde 2002

O traficante Fernandinho Beira-Mar, condenado a 317 anos de prisão, disse, em entrevista ao programa Câmera Record que vai ao ar nos dias 28 de abril e 5 de maio, que pensa em “ter uma vida diferente” e que o líder do Primeiro Comando da Capital (PCC), Marcola, é “um cara honrado”.

“Eu sou amigo da cúpula do PCC. Tenho muito respeito pelo Marcola, muita admiração porque ele é um cara honrado. A gente puxou cadeia junto. Eu estava no Regime Disciplinar Diferenciado, em Presidente Bernardes, e ele também”, afirmou, ao ser questionado sobre suas relações com líderes de facções rivais.

Beira-Mar falou, também, sobre tráfico internacional de armas e drogas, da crueldade ao executar desafetos, das suas conexões com o grupo paramilitar – as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) –  e da parceria com lideranças de outras organizações criminosas.

Ele é considerado um dos criminosos mais perigosos do Brasil e está preso desde 2002. Desde aquela data até 2008, foi sendo transferido constantemente, de presídio em presídio, devido ao fim do regime especial de prisão e de decisões da Justiça. Dentre os crimes comandados por ele, está o assassinato do estudante Michel dos Santos, que teria tido uma relação com uma namorada sua. Santos foi sequestrada, torturado e esquartejado vivo.

Ao falar sobre o ocorrido, Beira-Mar criticou a ação da polícia, mas assumiu a responsabilidade pelo crime. “As pessoas não entendem que às vezes você toma tipos de atitude no calor do momento. Eu tive razão de tomar aquela atitude”, declarou.

Hoje, ao rever seus crimes, o traficante disse não pensar no passado:  “Em vez de ficar pensando nos erros que eu cometi, penso no meu futuro. O que eu tenho que fazer para não repetir… Pra ‘mim’ ter uma vida diferente. Eu penso em ter uma vida diferente”.

Atualmente, Beira-Mar cumpre pena na Penitenciária Federal de Mossoró, no Rio Grande do Norte.