Francischini chama Maria do Rosário de ‘chata’ e encerra sessão na CCJ

Comissão discutia nesta terça-feira (15) a possibilidade de prisão em segunda instância

  • Por Jovem Pan
  • 15/10/2019 17h30 - Atualizado em 15/10/2019 17h50
Pablo Valadares/Câmara dos DeputadosFelipe Francischini, presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados suspendeu a sessão desta terça-feira (15) que analisava a prisão em segunda instância após uma discussão entre o deputado Felipe Francischini (PSL-PR) e a deputada Maria do Rosário (PT-RS).

A sessão foi marcada por obstrução de partidos da oposição, que apresentavam requerimentos com o intuito de impedir a análise e a votação da PEC. Durante as discussões, Maria do Rosário fez uma questão de ordem, negada por Francischini, que presidia a sessão. Em seguida, o deputado cedeu a vez da fala a outro parlamentar. Foi aí que a petista, então, classificou a atitude como “machista”.

“Você é chata demais, deputada. Tudo é machismo. Toda hora e acusação que eu sou machista, homofóbico. Vocês só sabem gritar, ganhem no argumento e no regimento. Sentem-se. Que sangria desatada”, respondeu o parlamentar.

Maria do Rosário afirmou, ainda na sessão, que Francischini “não está à altura” e “não sabe o que faz”. “Vossa Excelência aprendeu de maneira tão ruim com o canalha que está na Presidência da República e com aqueles que batem em professores. Nos chama na nossa sala e se faz se coitadinho, mas quando aparece aqui desmerece o nosso trabalho. Lamento a sua postura”, finalizou a petista, que também destacou que a prisão em segunda instância “fere cláusula pétrea” da Constituição.

Francischini rebateu as afirmações e informou que pretende retomar a sessão ainda nesta terça, assim que a sessão realizada em plenário se encerre.

O deputado Alex Manente (Cidadania-SP), relator da proposta, defendeu que o texto não fere cláusula pétrea. “A proposta garante a presunção da inocência, apenas modifica o início do cumprimento da pena”, afirmou.

*Com informações da Agência Câmara