Gilmar Mendes, ministro do TSE, determina investigação da campanha de Dilma Rousseff

  • Por Jovem Pan
  • 21/08/2015 21h16
O ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, participa de sessão temática sobre reforma política, no Senado (Antonio Cruz/Agência Brasil)Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes

O ministro Gilmar Mendes, vice-presidente do Superior Tribunal Eleitoral (TSE), determinou, nesta sexta-feira (21), que a Procuradoria-Geral da República inicie investigações sobre o financiamento da campanha eleitoral da presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, há “vários indicativos” de que a campanha teria sido financiada com recursos advindos de propina desviada da Petrobras.

“Há vários indicativos que podem ser obtidos com o cruzamento das informações contidas nestes autos (…) de que o PT foi indiretamente financiado pela sociedade de economia mista federal Petrobras. Somado a isso, a conta de campanha da candidata também contabilizou expressiva entrada de valores depositados pelas empresas investigadas”, disse Gilmar Mendes, que também é ministro do Superior Tribunal Federal (STF).

Entre os elementos da Operação Lava Jato utilizados pelo ministro está o trecho da delação premiada de Ricardo Pessoa. Em depoimento, Pessoa afirma ter doado R$ 7,5 milhões do esquema de corrupção para a campanha de Dilma Rousseff em 2014.

Empresas sob suspeita de participar do esquema doaram R$ 172 milhões ao PT entre 2010 e 2014, segundo informações somadas pelos técnicos do TSE. O ministro aponta que parte destes valores suspeitos foram transferidos para a contabilidade da campanha de Dilma.

Segundo o despacho, “durante a campanha presidencial, além das doações (…) repassadas pelo partido político, a candidata recebeu expressivas doações das empresas investigadas, no valor total de R$ 47,5 milhões”.