Gleisi Hoffmann rebate críticas por presença em posse de Maduro: ‘Deixar de ir seria covardia’

  • Por Jovem Pan
  • 11/01/2019 13h27
Reprodução/TwitterGleisi: A esquerda pode ter críticas ao governo Maduro, mas o destino da Venezuela está nas mãos do seu povo e de mais ninguém

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, usou o Twitter para voltar a justificar sua ida à Venezuela para a posse de Nicolás Maduro nesta semana.

“Nenhuma surpresa as críticas dos q [sic] ignoram as razões por eu ter aceitado o convite pra posse na Venezuela. Deixar de ir seria covardia, concessão a direita. A esquerda pode ter críticas ao governo Maduro, mas o destino da Venezuela está nas mãos do seu povo e de mais ninguém”, escreveu nesta sexta-feira (11).

Em outra postagem, ela acrescentou: “a Venezuela tem uma das maiores reservas de óleo do mundo. Seu presidente deve ser o próximo presidente da OPEP. A atitude belicista de Trump pode internacionalizar o conflito venezuelano. EUA querem criar condições p/ isso. Nossa região será um novo Oriente Médio?”.

A petista já havia sido criticada após nota oficial explicando os motivos pelos quais compareceria à solenidade de Maduro.

Entre as justificativas estavam:

1. Mostrar que a posição agressiva do governo Bolsonaro contra a Venezuela tem forte oposição no Brasil e contraria nossa tradição diplomática;

2. Deixar claro que não concordamos com a política intervencionista e golpista incentivada pelos Estados Unidos;

3. Porque é inaceitável que se vire as costas ou se tente tirar proveito político quando uma nação enfrenta dificuldades;

4. Porque o PT defende, como é próprio da melhor história diplomática de nosso país, o princípio inalienável da autodeterminação dos povos;

5. Porque somos solidários à posição do governo mexicano e de outros Estados latino-americanos que recusaram claramente a posição do chamado Grupo de Lima;

6. Porque reconhecemos o voto popular pelo qual Nicolas Maduro foi eleito, e

7. Porque o PT estará sempre solidário ao povo, aos que mais precisam de apoio.

Nicolás Maduro foi reeleito em maio do ano passado com quase 70% dos votos. A eleição, porém, foi boicotada pela oposição, teve alta abstenção e muitas denúncias de fraude. A posse do presidente aconteceu pela primeira vez no Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), diante do Judiciário e não do Parlamento, já que esse último teve as competências cassadas por autoridades chavistas logo após a oposição tomar a maioria da Assembleia Nacional nas eleições parlamentares de 2015.