Governador da BA: Casas na região de rompimento de barragem serão demolidas

  • Por Jovem Pan
  • 14/07/2019 16h22
Studio Júnior NascimentoRompimento de barragem deixou 1.500 pessoas desalojadas e 400 desabrigadas

O governador da Bahia, Rui Costa, afirmou neste domingo (14) que casas construídas no entorno de rio próximo ao local em que a barragem de Quati se rompeu, na semana passada, serão demolidas.

A barragem, localizada na cidade de Pedro Alexandre, rompeu na quinta-feira (11) e inundou o município vizinho de Coronel João Sá. São 1.500 pessoas desalojadas e 400 desabrigadas como consequência.

“Foi feito o diagnóstico de que, em algumas ruas, foram construídas casas em lugares impróprios, segundo a norma técnica, porque elas estão muito próximas à cota do rio. E portanto, essas casas têm que ser remanejadas, para ir a uma cota mais elevada e, portanto, sair do risco de alagamento quando houver uma chuva forte”, explicou o governador.

Costa ainda disse que haverá um auxílio-moradia para quem não puder retornar às suas casas:”Há nesse momento a identificação, pela Defesa Civil, das casas para onde as pessoas não podem mais voltar, porque correm risco de desabamento. Então, essas pessoas não vão mais voltar, vão ser cadastradas para receber um auxílio moradia, para poderem alugar seu imóvel, enquanto nós vamos definir quantas casas vão ser construídas. Mas o ideal é tirar todos que estão na cota do rio, ou próximos à cota do rio, e construir novas casas para todos”.

Barragem Lagoa Grande

A Defesa Civil na Bahia informou que estudos feitos na barragem Lagoa Grande, no município de Pedro Alexandre, atestam que não há risco de rompimento no local. Na última quinta-feira (11), a cidade vizinha Coronel João Sá foi invadida pelas águas do Rio do Peixe após o transbordamento e o rompimento da barragem Quati, também localizada em Pedro Alexandre.

O coordenador da Defesa Civil em Coronel João Sá, Diego Santos, explicou que uma vistoria realizada na barragem Lagoa Grande indica que o local “está sem risco” de também romper.

Santos afirmou que mais uma centena de residências particulares seguem interditadas em Coronel João Sá. Isso porque, após o escoamento da água que inundava a cidade, foi verificado que há muitas casas que aparentam risco por causa de rachaduras e precisam ser avaliadas.