Governo de SP vai decidir se consórcio pode continuar com obras da linha 6 do Metrô

  • Por Tiago Muniz/Jovem Pan
  • 03/07/2017 15h38 - Atualizado em 03/07/2017 15h51

Concessionária suspendeu as obras alegando "dificuldades na contratação de financiamento"

O governo diz que está fazendo os aportes como deveria, mas as empresas não estão bancando a parte delas alegando dificuldades no financiamento de longo prazo junto ao BNDES

O Governo de São Paulo vai analisar documentos apresentados pelo consórcio da linha 6-Laranja do Metrô para determinar se mantém o contrato para a construção do ramal. A Secretaria dos Transportes Metropolitanos recebeu quinta-feira (29) um ofício do consórcio Move São Paulo com as propostas das empresas para continuar as obras.

A construção e a operação da linha seis-Laranja são bancados 50% pela administração estadual e 50% pelo consórcio. O governo diz que está fazendo os aportes como deveria, mas as empresas não estão bancando a parte delas alegando dificuldades no financiamento de longo prazo junto ao BNDES.

A consultoria jurídica da secretaria está analisando o material recebido para informar se aceita ou não os argumentos oferecidos. Não há prazo para a emissão desse parecer.

Caso o atual concessionário não consiga dar prosseguimento às obras, o Governo poderá decretar a caducidade do contrato e iniciar uma nova licitação. Até agora, a secretaria já multou o consórcio Move São Paulo em R$ 27,8 milhões.

O consórcio Move São Paulo é formado pelas empreiteiras Odebrecht, UTC e Queiroz Galvão, todas citadas na Operação Lava-Jato. A chamada “linha das universidades” está com as obras paradas desde setembro.

Na ocasião, a concessionária decidiu paralisar as construções alegando “dificuldades vivenciadas na contratação do financiamento de longo prazo.” O prazo para que as empreiteiras arranjassem novos recursos terminou no meio de junho e a secretaria tinha dado até o fim de junho para que conseguissem uma solução.

Prometido para 2020, o prazo de entrega da linha seis-Laranja do Metrô é agora incerto. O ramal deverá ligar a região de Brasilândia, na Zona Norte da capital paulista, até a estação São Joaquim, na região central de São Paulo, em 15 estações.