Governo projeta vacina brasileira no mercado até o final do ano

Ministro Marcos Pontes afirmou que imunizante desenvolvido em parceria com USP de Ribeirão Preto deve ser testado em 25 mil pacientes ao longo de 2021

  • Por Jovem Pan
  • 22/04/2021 20h15 - Atualizado em 22/04/2021 20h48
Gabriela Biló/Estadão ConteúdoAtualizações sobre a vacina foram feitas pelo ministro Marcos Pontes

Ao lado do presidente Jair Bolsonaro em transmissão ao vivo nesta quinta-feira, 22, o ministro da Ciência, Tecnologia e Inovações, Marcos Pontes, deu detalhes sobre a vacina Versamune MCTI, desenvolvida pela Universidade de Medicina de Ribeirão Preto com a empresa Farmacore Biotecnologia, que tem tecnologia 100% brasileira e aguarda parecer da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar a fase de testes no país. “Serão 360 pacientes nessa primeira fase, a 1 e 2, onde se testa a segurança da vacina. Logo depois tem a fase 3, para testar eficiência da vacina. Nossa ideia é de que até o final do ano nós tenhamos uma abertura dos testes e que a gente possa ter essa vacina entrando no mercado esse ano”, projetou Pontes. Segundo ele, o governo precisará de R$ 30 milhões de investimento nas fases 1 e 2 e R$ 310 milhões para a fase 3 dos estudos, que deve ser feita com 25 mil pacientes no Brasil.

Marcos Pontes também citou um remédio nacional desenvolvido especificamente para a Covid que deve entrar em testes clínicos em breve com permissão da Anvisa, mas não detalhou nomes. Segundo Bolsonaro, os nomes não foram revelados para evitar que o remédio seja criminalizado no país por opositores, que classificou como pessoas interessadas em “morrer gente” para culpabilizar o governo federal. Além de anunciar um apoio de R$ 2,6 bilhões enviados para combate à Covid-19 nos Estados brasileiros, Bolsonaro voltou a empurrar a responsabilidade da situação do país à decisão do Supremo Tribunal Federal de dar autonomia aos Estados e municípios e evitou citar nomes de drogas para não ter a transmissão derrubada das redes sociais, mas ressaltou que faria novamente o tratamento com hidroxicloroquina caso fosse recontaminado pelo coronavírus.